Ajuda Externa Brian Hayes: "Os países grandes têm de ajudar os mais pequenos"

Brian Hayes: "Os países grandes têm de ajudar os mais pequenos"

O Governo irlandês concluiu que não precisava de uma linha de crédito cautelar para sair do programa da troika porque já tinha uma almofada financeira suficiente e considerou que uma "saída limpa" era a opção que mais fomentaria o investimento directo estrangeiro que o país precisa para recuperar um crescimento sustentável.
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Brian Hayes (na foto), representante do ministro das Finanças irlandês junto das entidades internacionais, disse esta quarta-feira, 12 de Março, na conferência Portugal Pós-Troika, organizada pelo Negócios e pela Rádio Renascença, que o Executivo irlandês considerou que a economia irlandesa é "muito aberta", "altamente privatizada" e "segura". 

 

E deu um conselho a Portugal: "É importante mandar essa mensagem aos mercados porque isso ajuda a conseguir financiamento". 

 

Brian Hayes avisa que uma saída "limpa" é um caminho sem retorno. "Quando saírem do programa não podem voltar para outro programa. Seria um desastre."

 

O membro do Governo irlandês admite que a Irlanda tem muitos desafios pela frente, mas sublinha que o país está "absolutamente empenhado em ficar nos mercados". 

 

A grande questão, afirma, é "como aumentamos o consumo interno tirando dinheiro da economia?" Para Brian Hayes, o crescimento económico é "absolutamente fundamental". Nesse ponto os "países grandes", como a Alemanha e a França têm um papel fundamental, diz Hayes. 

 

"Os países grandes têm que ajudar os mais pequenos. Têm obrigação de promover a procura interna", defende. E dá como exemplo a criação de novas linhas de crédito. 




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