Economia Portugueses casaram-se mais e divorciaram-se menos

Portugueses casaram-se mais e divorciaram-se menos

Dados do INE revelam que o acréscimo do número de casamentos ocorreu não só entre pessoas do sexo oposto mas também do mesmo sexo. A idade média do primeiro casamento continuou a subir em 2018, ano em que a taxa de mortalidade infantil também aumentou.
Portugueses casaram-se mais e divorciaram-se menos
Pedro Catarino
João D'Espiney 15 de novembro de 2019 às 12:06

Em 2018, realizaram-se 34.637 casamentos em Portugal, o que representa um aumento de 2,9% (1.003) em relação ao ano anterior. Em contrapartida registaram-se 20.345 divórcios de casais cuja morada de família se localizava em Portugal, menos 5,7% (1.232) do que em 2017.

De acordo com as Estatísticas Demográficas divulgadas esta sexta-feira, 15 de novembro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o aumento do número de casamentos deveu-se ao "acréscimo da nupcialidade, quer entre pessoas de sexo oposto (+919), quer entre pessoas do mesmo sexo" (+84 para um total de 607).

Os dados do INE revelam que a taxa bruta de nupcialidade subiu para 3,4 casamentos por mil habitantes (tinha sido de 3,3 em 2017), enquanto que os valores da taxa bruta de divorcialidade "acompanham a tendência de evolução do número de divórcios decretados", ao atingir os 2,0 divórcios por mil habitantes no ano passado, menos uma décima do registado em 2017.

O Alentejo apresentou a menor taxa bruta de nupcialidade (2,7%) e foi no Algarve e nas regiões autónomas dos
Açores e da Madeira que se registaram as taxas mais elevadas, respetivamente, 4,5‰, 3,9‰ e 3,8‰.

As estatísticas divulgadas pelo organismo de estatística indicam ainda que, em 10,3% dos casamentos realizados no ano passado, os cônjuges declararam que a sua residência futura seria no estrangeiro. "Esta proporção foi claramente superior no Algarve (32,2%) e na Região Autónoma da Madeira (19,7%)".

O INE destaca ainda o "adiamento da idade ao casamento" que "é uma tendência que se tem mantido ao longo das últimas décadas e para ambos os sexos". Em 2018, a idade média ao primeiro casamento situou-se em 33,6 anos para os homens (mais quatro décimas que em 2017) e 32,1 anos para as mulheres (+0,5). Em 2013, a idade média ao primeiro casamento era de, respetivamente, 31,7 e e 30,2 anos.

Já no que toca aos divórcios, a idade média também tem vindo a aumentar consecutivamente em ambos os sexos pelo menos desde 2013. Em 2018, foi 47,1 anos para os homens e 44,6 anos para as mulheres, números que representam um ligeiro acréscimo de 0,1 anos quer nos homens quer nas mulheres.

Menos habitantes, mais mortalidade infantil

As estatísticas do INE revelam ainda que a população residente em Portugal foi estimada em 10.276.617 pessoas, o que representa um ligeiro decréscimo de 0,1% (14.410 habitantes) comparativamente a 2017.

O número de nascimentos aumentou 1% para um total de 87.020 nados-vivos, enquanto que o número de óbitos foi de 113.051, mais 3% do que em 2017.

Mais preocupante foi, no entanto, o aumento da taxa de mortalidade infantil que subiu para 3,3 óbitos por mil nados-vivos em 2018, depois de se ter fixado nos 2,7‰ no ano anterior. No ano passado registaram-se 287 óbitos infantis, mais 58 do que em 2017.

O índice sintético de fecundidade registou um aumento para 1,41 filhos por mulher em 2018 (tinha sido de 1,37 no  ano anterior) e a idade média das mulheres ao nascimento de um filho também continuou a aumentar, tendo atingido os 31,4 anos (mais duas décimas que em 2017).




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