Economia Costa "não incomoda" Merkel com orçamento e elogia diferentes pontos de vista (act.)

Costa "não incomoda" Merkel com orçamento e elogia diferentes pontos de vista (act.)

Na reunião desta manhã entre o primeiro-ministro português e a chanceler alemã, os dois líderes concentraram-se na crise de refugiados mas o Orçamento também esteve presente, com Costa a repetir estar confiante no plano apresentado à Comissão Europeia.
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Nuno Aguiar 05 de fevereiro de 2016 às 13:12

O primeiro-ministro português volta a enaltecer a sua estratégia orçamental, diz que esclareceu todas as dúvidas técnicas com a Comissão Europeia, e garante que o tema foi marginal no encontro com Angela Merkel, que aliás terá o seu próprio orçamento para se preocupar. No seu primeiro encontro com um chefe de Estado da União Europeia, António Costa elogiou ainda a importânica de diferentes pontos de vista.

"O orçamento que apresentámos é responsável, com crescimento, criação de emprego e uma descida mais sustentável do défice", afirmou na conferência de imprensa após o encontro com Angela Merkel, garantindo que "o trabalho com a Comissão Europeia permitiu esclarecer muitas das dúvidas técnicas" e acrescentando que "não vim incomodar a senhora Merkel com o Orçamento porque já terá certamente de se preocupar com o seu próprio orçamento".

O primeiro-ministro aproveitou para sublinhar a importância de numa união se viver como numa família: com regras, com perspectivas diferentes, mas com vontade de encontrar soluções. Falando sobre as negociações em curso com o Reino Unido, que referendará este ano a sua permanência na União Europeia, António Costa lembra que Portugal tem com o Reino Unido "a mais antiga aliança diplomática em todo o mundo", e não consegue "conceber como viver na UE sem o Reino Unido".

E acrescentou: "Viver numa união é como vivermos numa família: temos de partilhar regras para vivermos em conjunto. Como numa família devemos ter uma vontade comum de vencer as dificuldades e encontrar as boas soluções para continuar a viver em comum" dentro de regras partilhas, seja no diz respeito à circulação de pessoas, seja em relação aos orçamentos.

Antes, Costa já havia deixado um elogio à Alemanha e à importância de perspectivas diferentes sobre a mesma realidade: "É muito importante partilhar uma visão comum sobre o futuro da Europa", afirmou, acrescentando que "o facto de países que têm uma situação económica e social tão distinta como Portugal e Alemanha partilharem pontos de vista ajuda a compreendermo-nos melhor e procurar soluções conjuntas".

Angela Merkel também considerou ser importante debater ideias e dados e cumprir regras, sem perder de vista que é "muito importante termos mais crescimento, mais postos de trabalho e um orçamento sólido", confiando numa "linha orientadora de optimismo" sobre o crescimento europeu, ajudado pelo preço baixo do petróleo: "Espero que Portugal também continue o seu processo de crescimento".

Para o primeiro-ministro português, Portugal acabou o seu processo de ajustamento, e o importante agora é concentrar esforços na recuperação económica e na convergência dentro da União Europeia, também com políticas europeias. Para fortalecer a Zona Euro é necessário reduzir as assimetrias e isso tem um pilar importante: a política de coesão. Nos 30 anos de Portugal na UE, tivemos 15 anos de grande convergência. Desde o princípio do século, a nossa economia tem tido dificuldades em ajustar-se ao triplo choque competitivo. Precisamos de ultrapassar este período de estagnação", frisou.

Do encontro saiu ainda o compromisso português de empenho na resolução da crise dos refugiados: "Para Portugal, a crise dos refugiados é um problema comum a todos os países da UE e Portugal quer ser parte activa, quer na protecção da sua fronteira externa, mas também no acolhimento de refugiados". "É muito importante partilhar uma visão comum sobre o futuro da Europa", reforçou.

(Notícia actualizada às 13:30)




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