Finanças Públicas Credores europeus já receberam pagamento antecipado de dois mil milhões de Portugal

Credores europeus já receberam pagamento antecipado de dois mil milhões de Portugal

Portugal já pagou os dois mil milhões de euros ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira.
Credores europeus já receberam pagamento antecipado de dois mil milhões de Portugal
EPA
Tiago Varzim 17 de outubro de 2019 às 15:27
Portugal reembolsou antecipadamente esta quinta-feira, 17 de outubro, o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) em dois mil milhões de euros. A confirmação foi dada pelo próprio Fundo que é liderado por Klaus Regling, o também diretor do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE).  

A presidente do IGCP, Cristina Casalinho, tinha confirmado no início desta semana que o pagamento antecipado deveria realizar-se hoje, o que veio a concretizar-se.
O pagamento antecipado de dois mil milhões de euros corresponde ao pagamento total de uma tranche do empréstimo cuja maturidade era de agosto de 2025. Além disso, engloba também o pagamento parcial de uma tranche com maturidade de dezembro de 2025. Esse ano fica assim com um perfil de pagamentos menos intenso para o IGCP, a agência que gere a dívida pública.

Com este pagamento, Portugal teve de se comprometer a fazer também um primeiro pagamento de 500 milhões, já em 2022, a outro credor europeu, o Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira (MEEF), que está sob a alçada da Comissão Europeia.

Com este pagamento antecipado, o Governo português consegue assim substituir dívida com juros mais altos - o custo estimado do empréstimo do MEEF é de 2,6% e o do FEEF é de 1,7% - por financiamento nos mercados a juros mais baixos numa altura em que as "yields" associadas às obrigações soberanas da Zona Euro estão em mínimos históricos. 

Segundo disse o ministro das Finanças, Mário Centeno, à Lusa no início de agosto, este pagamento "trará poupanças superiores a 100 milhões de euros em juros adicionais para Portugal nos próximos anos".

No total, os credores europeus emprestaram cerca de 51 mil milhões de euros a Portugal. Do conjunto dos empréstimos da troika, apenas a dívida contraída junto do Fundo Monetário Internacional (FMI) é que já foi totalmente paga.



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