Política Marcelo quer "Governo forte, concretizador e dialogante"

Marcelo quer "Governo forte, concretizador e dialogante"

Na mensagem de Ano Novo, transmitida a partir da ilha do Corvo, o Presidente da República elegeu a saúde, a segurança, a coesão, a inclusão, o conhecimento e o investimento como as prioridades para 2020, um ano que será de "começo de um novo ciclo". Espera um Governo e uma oposição fortes e entendimentos entre os partidos em temas de interesse nacional.
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André Veríssimo 01 de janeiro de 2020 às 14:01

O Presidente da República espera "um Governo forte, concretizador e dialogante, para corresponder à vontade popular, que escolheu continuar o mesmo caminho mas sem maioria absoluta". Na mensagem de Ano Novo, transmitida a partir do Corvo, a 1890 quilómetros de Lisboa, apelou também a uma "oposição forte e alternativa ao Governo", defendendo um "entendimento entre os partidos, quando o interesse nacional o assim exija".


"2020 será um ano de começo de um novo ciclo, no mundo, na Europa, em Portugal", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa a partir da mais pequena ilha dos Açores, com uma parede de basalto a servir de fundo e três bandeiras: da Região Autónoma, de Portugal e da União Europeia. "Um novo ciclo que tem de ser de esperança, mais do que descrença ou desilusão", defendeu.

"No mundo, esperança quer dizer superação de ameaças de guerras comerciais entre grandes potências, maior atenção ao apelo de António Guterres para as alterações climáticas, respeito pelos direitos humanos, procura de paz nos conflitos que agitam a Ásia, América Latina e África, soluções conjuntas para emigrantes e refugiados", enumerou. 


Em relação à Europa, pediu que os "governantes eleitos em maio de 2019 reforcem a unidade, que evitem adiamentos, que marquem uma posição no mundo com peso, que não hesitem no combate climático, que deem uma resposta vital no acordo com os britânicos, que promovam crescimento e emprego, que combatam desigualdades, que saiam das suas torres de marfim para se aproximarem dos europeus".

Sobre Portugal, além das referências ao Governo e à oposição, apelou a um "justiça respeitada, porque atempada e eficaz no combate à ilegalidade e à corrupção, e por isso criadora de confiança; forças Armadas por todos tratadas como efetivo símbolo de identidade nacional, apoiadas para ser garante de autoridade democrática; Comunicação social resistente à crise financeira que a vai corroendo; Poder local, penhor de maior coesão social, descentralizando com determinação e sensatez".

"Para tudo isto ser possível – crescimento, emprego e preocupação climática duradouros – [é preciso] inovação na ciência e tecnologia, e portanto educação, e mobilização cívica para com esse crescimento enfrentarmos chocantes manchas de pobreza, estrangulamentos na saúde, carências na habitação, urgências para com cuidadores informais e sem abrigo", afirmou. Marcelo Rebelo de Sousa pediu ação, "trabalhemos e não só esperemos para um 2020 melhor do que 2019".


Porque os recursos são escassos definiu prioridades: "Concentremo-nos em 2020 na saúde, na segurança, na coesão e inclusão, no conhecimento e investimento. Convertendo a esperança em realidade".

No início da mensagem, o Presidente referiu-se ao facto de a fazer a partir do Corvo, dizendo que "é uma sensação única feita de admiração pela gesta açoriana, de orgulho de ser português e de compromisso para com os que de mais longe estão de tantos de nós". Manifestou ainda admiração pelo povo corvino e a sua capacidade de resitência. 

No fim lembrou o sismo que atingiu o grupo central do arquipélago em 1980 e a superação que o mesmo exigiu. "É por sermos assim, por acreditarmos na nossa terra, na nossa pátria, nas nossas gentes que temos quase 900 anos de história. Nós portugueses nunca desistimos de Portugal", concluiu.

Na mensagem de 2019, ano de três eleições, o Presidente da República apelou ao voto dos portugueses e alertou para o risco dos populismos: "não há ditadura, mesmo a mais sedutora, que substitua a democracia, mesmo a mais imperfeita". Marcelo pediu "ambição" para um maior dinamismo da economia e uma sociedade mais justa.

Como é habitual, os maiores partidos com representação parlamentar, à exceção do PSD, têm previstas para hoje declarações para comentar as palavras do Chefe do Estado.

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