União Europeia Alemanha corta estimativas de crescimento para 2020 de 1,5% para 1%

Alemanha corta estimativas de crescimento para 2020 de 1,5% para 1%

Berlim está mais pessimista quanto ao progresso da economia alemã. Ainda assim, não vê necessidade de reforçar o investimento como medida de estímulo.
Alemanha corta estimativas de crescimento para 2020 de 1,5% para 1%
EPA
Negócios 17 de outubro de 2019 às 13:40

O Governo alemão reviu em baixa as estimativas de crescimento para 2020, assinalando o provável impacto de uma economia global fragilizada, do Brexit e das disputas comerciais latentes que se poderão concretizar no próximo ano.

De acordo com as mais recentes previsões lançadas pelo ministério da Economia alemão, o PIB do país deverá crescer 1% em 2020, que compara com a anterior perspetiva de 1,5%. Apesar da redução, estes números situam-se acima dos avançados para este ano, em que a mesma entidade prevê um aumento do PIB de 0,5% - um número que também resulta de uma revisão em baixa.

O Governo cortou para metade as projeções de crescimento do PIB para 2019, de 1% para 0,5%, o que, a confirmar-se, marcará a expansão mais fraca da economia germânica dos últimos seis anos.

O contexto de tensões comerciais a nível mundial tem afetado a Alemanha na ótica das exportações. A economia doméstica continua resiliente, ainda que o Governo reconheça que os desequilíbrios externos poderão em breve afetar também esta vertente da economia. Apesar dos riscos, "não existe uma ameaça de crise económica", defendeu o ministro da Economia alemão, Peter Altmaier (na foto), esta quinta-feira.

Uma das "saídas" para um possível cenário de recessão da economia a nível global e em particular na Europa – para o qual começam a apontar alguns indicadores – é o reforço do investimento da parte da Alemanha. Contudo, numa entrevista à CNBC publicada esta quinta-feira, o ministro das Finanças germânico, Olaf Scholz, defendeu que Berlim está a "despender muito dinheiro em investimento" e que tem mantido um "política orçamental expansionista" nos últimos anos, pelo que a Alemanha não estará "disposta a incorrer em dívidas extra". Scholz não vê "necessidade" caso se mantenha a atual situação económica.




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