Zona Euro Atividade económica na Zona Euro cresce ao melhor ritmo desde novembro

Atividade económica na Zona Euro cresce ao melhor ritmo desde novembro

Os dados do PMI sugerem melhorias no crescimento da atividade económica na Zona Euro pelo segundo mês consecutivo, ainda que apontem para uma subida do PIB de apenas 0,2% no segundo trimestre.
Atividade económica na Zona Euro cresce ao melhor ritmo desde novembro
EPA
Negócios 21 de junho de 2019 às 11:23

O crescimento da atividade económica na Zona Euro melhorou, em junho, pelo segundo mês consecutivo, impulsionado pelo setor dos serviços, que ajudou a compensar a quebra da atividade da indústria.

O índice PMI Compósito para a Zona Euro – que mede a evolução da atividade da indústria e dos serviços - subiu de 51,8 pontos em maio, para 52,1 pontos em junho, de acordo com a estimativa rápida avançada esta sexta-feira, 21 de junho, pela IHS Markit. Esta leitura não só superou as estimativas como é a mais elevada desde novembro.

Ainda assim, o índice que mede o otimismo em relação ao futuro voltou a cair, tendo atingido o nível mais baixo desde2014, o que sugere que o crescimento deverá permanecer fraco nos próximos meses.

De acordo com a IHS Markit, a leitura do PMI coloca o crescimento da Zona Euro no segundo trimestre um pouco acima do registado nos primeiros três meses.

"A economia da Zona Euro ganhou um novo impulso em junho, com o PMI a recuperar dos mínimos registados no início do ano, sugerindo que a pior fase do atual abrandamento já pode ter passado", afirma o economista-chefe da IHS Markit, Chris Williamson, citado no relatório. "No entanto, a taxa global de crescimento permanece fraca, com os dados a apontarem para uma subida do PIB de apenas 0,2% no segundo trimestre".

O relatório sublinha, contudo, que as divergências entre o chamado "core" da Europa e a periferia aprofundaram-se, com a Alemanha e França a melhorarem o seu desempenho, e o resto da região a caminhar em direção à estagnação.  

"As tendências de crescimento entre o centro e a periferia ampliaram-se. A Alemanha e França estão a mostrar um melhor desempenho em comparação com o início do ano, à medida que fatores extraordinários (como a agitação política em França) continuam a sair de jogo, mas os dados destacam uma preocupação crescente de que o resto da região esteja a aproximar-se da estagnação", alerta o responsável.




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