Função Pública "É uma proposta vexatória". STE põe em causa números do Governo

"É uma proposta vexatória". STE põe em causa números do Governo

Helena Rodrigues afirma que pediu explicações entre a diferença dos custos com progressões apresentada em dois momentos diferentes, mas não obteve resposta.
"É uma proposta vexatória". STE põe em causa números do Governo
Bruno Colaço/Correio da Manhã
Catarina Almeida Pereira 13 de dezembro de 2019 às 12:45

Helena Rodrigues, presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado, considera "vexatória" a proposta de aumento de 0,3% para a Função Pública e põe em causa a credibilidade dos números do Governo sobre a despesa com progressões.

"Esta proposta do Governo é uma proposta vexatória. Não só para os trabalhadores da administração pública mas pelo sinal que dá a todos os empregadores para poderem fazer o mesmo aos seus trabalhadores. Isto é vexar o trabalhador, aquele que vive do seu trabalho".

 

 "Esta questão também se coloca quando comparamos com aquilo que em sede de concertação social foi pelo menos prometido aos empregadores em benefícios fiscais", alegou.

Helena Rodrigues pôs ainda em causa os dados do Governo sobre a despesa com progressões, alegando que as diferenças entre as verbas divulgadas esta semana e os números inscritos no Programa de Estabilidade (PE) não foram explicados pelo Executivo. "Não batem certo. Não conseguimos explicação. O que nos disseram é que os dados estão sempre a alterar-se".

Sublinhou ainda que as contas quanto aos custos de aumentos salariais - que o Governo calcula entre 60 milhões e 70 milhões de euros - não traduzem o efeito líquido. "Esta despesa tem um encaixe em termos de receita", disse, citando os relatórios da UTAO que assinalam a omissão.

Considerando que o STE "não pode acompanhar" a proposta, a presidente Helena Rodrigues referiu que as ações de protesto dependerão do que os trabalhadores decidirem.

"Eventualmente é altura de todos os trabalhadores pensarem se é este o caminho. Se a dignificação do trabalho não é pela questão salarial. Alguma coisa nos diz que os tempos que se avizinham parecem mais difíceis. Nós recusamos que os trabalhadores comecem a ser pagos à hora e vão a uma plataforma" para trabalhar.

Apesar da reflexão, a dirigente sindical demarcou-se de uma eventual greve geral. "É da consciência de classe que temos de pensar". Helena Rodrigues referiu, no entanto, que os sindicatos estão sempre em contacto.

Notícia atualizada com mais informação às 14:31




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