Função Pública Frente Comum prepara resposta “forte” contra aumento salarial “ofensivo”

Frente Comum prepara resposta “forte” contra aumento salarial “ofensivo”

A Frente Comum abandonou as negociações sobre o orçamento do Estado para 2020 sublinhando que não aceita aumentos de 8 cêntimos por dia para quem ganha 635 euros. A estrutura da CGTP discute no dia 19 um protesto “forte” contra os aumentos salariais.
Frente Comum prepara resposta “forte” contra aumento salarial “ofensivo”
Mariline Alves
Catarina Almeida Pereira 13 de dezembro de 2019 às 10:26

A delegação da Frente Comum entrou e saiu rapidamente da terceira reunião com o Governo sobre sobre a proposta de orçamento do Estado para 2020, que contempla um aumento nominal dos salários de 0,3% para a Função Pública. A estrutura da CGTP vai preparar uma "resposta forte" de protesto, a anunciar no dia 19.

"Está tudo indignado, os trabalhadores não conseguem perceber, e não faz sentido nós estarmos numa negociação suplementar conhecendo a intenção do Governo para os trabalhadores da administração pública, designadamente para os aumentos dos salários", justificou Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum, aos jornalistas.

"Se houvesse espaço para negociar o Governo tinha dito na última reunião, quando esteve cá o secretário de Estado do Orçamento, porque lhe perguntámos mais de seis vezes, que havia espaço para alterar a proposta. O Governo disse que não alterava", acrescentou.

No documento a Frente Comum fala em aumentos ofensivos de 8 cêntimos por dia (quando divididos pelos 22 dias úteis de trabalho) para os trabalhadores que recebem 635 euros.

"O que o Governo fez neste momento crucial para os trabalhadores da Administração Pública e para as populações foi um autêntico simulacro de negociações: quis impor datas, quis impor um aumento salarial ofensivo e pretende enganar a opinião pública misturando deliberadamente custos do trabalho que são do Estado com valor para aumentos salariais", lê-se no documento entregue na sede provisória do Ministério da Modernização do Estado e da Administração Pública.

Em causa estão as contas que apontam para um crescimento total da despesa de 3,2%, quando consideradas progressões, promoções e outros custos salariais, um valor que compara com o aumento nominal de 0,3% que o Governo propõe para a subida transversal dos vencimentos.

A coordenadora da Frente Comum, que defende aumentos de 90 euros para todos os trabalhadores, indicou que irá ter reuniões com todos os partidos mas, questionada pelo Negócios, desvalorizou a responsabilidade da oposição na alteração da proposta sobre aumentos salariais.




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