Função Pública Governo avança “muito em breve” com quotas de género nas administrações das empresas

Governo avança “muito em breve” com quotas de género nas administrações das empresas

O Governo quer apresentar em breve um diploma que defina quotas de género nas administrações de empresas do sector empresarial do Estado e das cotadas em bolsa.
Governo avança “muito em breve” com quotas de género nas administrações das empresas
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 09 de janeiro de 2016 às 19:53

"Muito em breve" será apresentada legislação que defina quotas de género nas administrações de empresas do sector empresarial do Estado e das cotadas em bolsa, disse este sábado, 9 de Janeiro, a secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade.

No final de uma conferência de imprensa para divulgação de várias medidas de combate à violência doméstica que contou com a participação de várias representantes de Organizações Não-Governamentais (ONG), a secretária de Estado Catarina Marcelino disse que a legislação avançará na lógica de uma directiva comunitária sobre o tema.

"Estamos a trabalhar no sentido de desenvolver uma medida legislativa para que quer as empresas do Sector Empresarial do Estado quer as empresas cotadas em bolsa tenham, por via de legislação, obrigação de cumprir quotas do género menos representado. Podem ser homens ou mulheres", afirmou Catarina Marcelino, sem especificar a percentagem em causa.

A secretária de Estado sublinhou ser com "grande satisfação" que se vêem duas mulheres candidatas à Presidência da República "muitos anos depois da única mulher candidata a Presidente da República, que foi Maria de Lurdes Pintasilgo, que deve ser sempre recordada como uma mulher que fez muito por Portugal e pelas mulheres portuguesas".

Em Junho do ano passado, o Partido Socialista apresentou um projecto de lei para o estabelecimento de quotas mínimas de 33,3% de mulheres nos conselhos de administração e fiscalização do sector público e privado e nos cargos dirigentes da administração pública.

O projecto de lei de então, que reflectia uma medida que constava do programa eleitoral do PS, estipulava "que nos órgãos colegiais de administração e fiscalização do sector público e privado (nas empresas cotadas em bolsa), nos cargos dirigentes da administração pública considerados por ministério, seja respeitada uma quota mínima de representação de ambos os sexos de 33,3%".

"No sector público, o incumprimento é sancionado com a nulidade do respectivo acto de designação, e no caso das empresas cotadas em bolsa do sector privado, atendendo aos especiais constrangimentos de índole constitucional, a opção passa por uma sanção de ordem reputacional, através de uma sinalização pública obrigatória do incumprimento através da internet", lia-se na exposição de motivos.

O anterior Governo assinou, em Junho, com 13 empresas cotadas, que representam 70% da capitalização bolsista, um acordo de compromisso para promover a igualdade de género nos conselhos de administração.

Ren, EDP, EDP Renováveis, BCP, CTT, Impresa ou Media Capital eram algumas das empresas que assinaram o compromisso.

O anterior Executivo tinha anunciado, em Conselho de Ministros realizado a 5 de Março, que iria iniciar negociações com as empresas cotadas em bolsa para que estas se comprometam a incluir pelo menos 30% de mulheres nos respectivos conselhos de administração até ao final de 2018.




Saber mais e Alertas
pub

Marketing Automation certified by E-GOI