Função Pública Houve mais de 18 mil candidatos à bolsa para empregos no Estado

Houve mais de 18 mil candidatos à bolsa para empregos no Estado

Em causa está o concurso de pré-seleção para uma bolsa de onde poderão sair os mil técnicos superiores que o Governo quer recrutar. Mas ainda há várias fases para ultrapassar, que a avaliar pela descrição do Governo podem demorar vários meses. Agosto será o mês para validar candidaturas.
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Catarina Almeida Pereira 05 de agosto de 2019 às 16:15

O processo de recrutamento centralizado para a administração central, que tem como objetivo pré-selecionar candidatos para uma bolsa da qual poderão sair novos técnicos superiores do Estado, recebeu 18.245 candidaturas de licenciados em várias áreas, de acordo com os resultados preliminares divulgados pelo Ministério das Finanças.

Em causa está apenas o primeiro passo de um processo que pode culminar na contratação de mil técnicos superiores, mas cujo número de efetivos novos empregos dependerá das necessidades dos serviços, segundo tem admitido o Ministério das Finanças. Também ainda não se sabe ao certo quando haverá contratações: o que é revelado é que ao longo do mês de agosto decorre o processo de validação de candidaturas.

"Durante o mês de agosto decorre a validação das candidaturas, seguindo-se, ao longo dos próximos meses, a notificação aos interessados e a respetiva audiência, assim como a realização das provas de conhecimento", diz fonte oficial do Ministério das Finanças.

"Após essa fase, os candidatos com aproveitamento realizarão as provas de avaliação psicológica, tendo em vista a constituição da reserva de recrutamento na entidade centralizada ("bolsa"), que vigorará pelo prazo de 24 meses".


Este concurso é aberto a licenciados que tenham ou não vínculo ao Estado. O Negócios solicitou mais informação sobre o perfil dos candidatos ou os prazos, mas o Governo responde que o tratamento da informação ainda está a ser feito.

A informação divulgada revela, no entanto, que foram mais numerosas as candidaturas para as áreas de planeamento, controlo e avaliação (6.903), económico-financeira (4.872) e jurídica (3.413), seguidas de relações internacionais e ciência política (2.272) e estatística (785 candidaturas).












Admissão na bolsa é o primeiro passo mas não garante um emprego

A admissão nesta bolsa de recrutamento é o primeiro passo para a concorrer a um posto de trabalho de técnico superior, mas a mera admissão na bolsa não garante um emprego no Estado.

Tal como explica o Ministério das Finanças, este procedimento tem dois momentos distintos. Por um lado, a constituição da reserva ("a bolsa") que é "fase em curso". E "posteriormente", em data por esclarecer, a "fase do procedimento de oferta de colocação em posto de trabalho", para os serviços que sejam "autorizados a recrutar" nas áreas colocadas a concurso.

"As vagas para cada serviço serão previamente autorizadas por serviço e publicitadas no início desta segunda fase", diz o Governo.

No final do processo, os candidatos que conseguirem ser recrutados assinam um contrato por tempo indeterminado e na carreira de técnicos superior começam por ganhar cerca de 1.200 euros brutos.




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