Mundo China vai “implementar imediatamente” os acordos já fechados com os EUA

China vai “implementar imediatamente” os acordos já fechados com os EUA

Os EUA e a China já fecharam alguns acordos nas áreas agrícolas, automóvel e energia. Pequim vai implementar de forma imediata estes acordos, revelou um porta-voz do governo.
China vai “implementar imediatamente” os acordos já fechados com os EUA
Reuters
Sara Antunes 06 de dezembro de 2018 às 10:57

As tréguas acordadas no fim-de-semana passado entre a China e os EUA já produziram frutos. Os dois países já fecharam alguns acordos e Pequim já anunciou que os vai implementar de forma imediata. Além disso, as negociações vão continuar para que seja possível alcançar acordos noutras áreas.

 

"A China vai começar pelos produtos agrícolas, automóveis e energia para implementar imediatamente em itens específicos sobre os quais a China e os EUA chegaram a acordo", revelou o porta-voz do Ministérios do Comércio chinês, Gao Feng, aos jornalistas, citado pela Bloomberg.

 

"Nos próximos 90 dias vamos trabalhar de acordo com um calendário claro e um roteiro para negociar em áreas em que os dois lados têm interesse e onde há benefícios mútuos, tais como a protecção dos direitos de propriedade intelectual, a cooperação tecnológica, o acesso aos mercados e a balança comercial."

 

O porta-voz do Ministério do Comércio não deu mais detalhes, tendo apenas adiantado que o objectivo da China é que as negociações ditem o fim das novas tarifas aplicadas.

 

A guerra comercial entre as estas duas potências mundiais tem ditado quedas e subidas acentuadas nos mercados, com os investidores a reflectirem mais optimismo ou mais pessimismo consoante as notícias que vão sendo publicadas.

 

Esta quinta-feira, 6 de Dezembro, os investidores aumentaram o seu nível de pessimismo, depois de ter sido noticiado que responsável financeira da chinesa Huawei, Wanzhou Meng, foi detida no Canadá por suspeitas de violação das sanções impostas pelos Estados Unidos ao Irão.

 

Esta detenção fez disparar os alarmes, com os investidores a especularem que este episódio poderia fazer "moça" nas relações diplomáticas dos dois países.

 

As declarações do porta-voz do Ministério do Comércio acabam por atenuar os receios de que este episódio trave as negociações entre Pequim e Washington.




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