Política Monetária Bancos centrais respondem com cortes de juros à tensão EUA-China

Bancos centrais respondem com cortes de juros à tensão EUA-China

Com o agravar da tensão entre os Estados Unidos e a China, vários bancos centrais reduziram as suas taxas de juro. Nova Zelândia, Índia e Tailândia surpreenderam os analistas. Na quinta-feira também as Filipinas o devem fazer.
Bancos centrais respondem com cortes de juros à tensão EUA-China
Reuters
Negócios com Bloomberg 07 de agosto de 2019 às 09:45
Vários bancos centrais começam a responder ao agravar das tensões económicas entre os Estados Unidos e a China com cortes nas taxas de juro. É o caso da Índia, da Tailândia e da Nova Zelândia, por exemplo.

A Nova Zelândia surpreendeu os mercados ao cortar, nesta quarta-feira, 7 de agosto, as taxas de juro em 0,5 pontos percentuais, o que fez com que a sua moeda caísse. O governador do banco central, Adrian Orr, reduziu a taxa câmbio oficial para 1%, um mínimo histórico, numa altura em que o abrandamento económico trava o regresso da inflação ao objetivo do banco central. 


Além disso, Adrian Orr admitiu que pode avançar com outras medidas, à medida que as perspetivas económicas se tornam mais negativas devido ao deteriorar do conflito económico entre os Estados Unidos e a China. "Está dentro das possibilidades que possamos ter de usar taxas de juros negativas" ou outras políticas não convencionais, afirmou o governador numa conferência de imprensa. 

A Nova Zelândia e a Austrália, que sobreviveram à última crise financeira internacional sem recorrerem a políticas monetárias não convencionais, estão a preparar-se agora para um abrandamento económico com custos de financiamento em mínimos históricos. No mês passado, a Austrália cortou a sua taxa de juro diretora para 1% e os economistas admitem mais cortes nos dois países, numa altura em que a procura interna diminui e as tensões comerciais entre os EUA e a China ameaçam reduzir as exportações e os preços dos produtos de base.

Índia e Tailândia também cortaram juros além do esperado

Hoje, a Índia também surpreendeu ao reduzir os juros mais do que o esperado pelos analistas. O corte, de 35 pontos base, é o quarto este ano para apoiar o abrandamento económico. O banco central da Índia tem sido o mais agressivo na Ásia a reduzir as taxas de juro este ano, e, nos últimos dias, o escalar das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China deram mais motivos para que os decisores políticos apoiem as economias através do corte de juros. 

Também o Banco Central da Tailândia decidiu, de forma inesperada, reduzir a taxa de juro diretora pela primeira vez em mais de quatro anos para impulsionar a economia e para diminuir os ganhos da moeda à medida que os riscos globais aumentam.  O comité de política monetária do país decidiu reduzir a taxa de juro em 0,25 pontos percentuais para 1,5%. Só dois dos 29 economistas contactados pela Bloomberg esperavam uma redução. 

Vários bancos centrais na Ásia estão a fazer mudanças na política monetária para impulsionar o crescimento económico e para acompanhar o ritmo com a Reserva Federal norte-americana (Fed), que reduziu a sua taxa de juro em 25 pontos base na semana passada. Os analistas esperam que também o banco das Filipinas venha a reduzir a taxa de juro na quinta-feira.




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