Saúde Portugueses culpam mais Temido e Costa pelos problemas da saúde que Centeno

Portugueses culpam mais Temido e Costa pelos problemas da saúde que Centeno

Mais de metade dos portugueses inquiridos pela Intercampus atribuem a culpa dos problemas na saúde à ministra dessa área ou ao primeiro-ministro. O ministro das Finanças é menos responsabilizado.
Portugueses culpam mais Temido e Costa pelos problemas da saúde que Centeno
Tiago Varzim 26 de dezembro de 2019 às 08:00
A maioria dos portugueses considera que a culpa das dificuldades no serviço de saúde pública é da ministra da Saúde, Marta Temido, e do primeiro-ministro, António Costa, e não do ministro das Finanças, Mário Centeno, de acordo com o barómetro de dezembro da Intercampus realizado para o Negócios e para a CM/CMTV.

Inquiridos sobre quem acham ser o principal responsável pela crise que se está a viver na saúde, a maioria dos portugueses (28,9%) atribuiu a culpa à ministra da Saúde, Marta Temido, e a António Costa (28,1%). Em conjunto, 57% dos inquiridos responsabilizam um destes dois membros do Governo.

Em contraste, o ministro das Finanças, que era uma das hipóteses de resposta nesta pergunta, apenas é o principal culpado dos problemas da saúde para 14,4% dos inquiridos. Ou seja, Mário Centeno, que controla o orçamento, sai menos responsabilizado pela situação no SNS do que os seus colegas de Governo.

Ainda assim, é de apontar que 10,9% dos inquiridos considera que a culpa é dos três governantes. Já 10,1% diz que a culpa não é de nenhum deles e 7,8% não sabe ou não quis responder. 

Estes resultados sugerem que a perceção dos portugueses sobre a responsabilidade dos problemas na saúde recai menos sobre Centeno e mais sobre Temido e Costa.

Durante a anterior legislatura, a tensão entre o Ministério das Finanças e o Ministério da Saúde foi visível em algumas situações, nomeadamente na libertação de verbas que exigiam a assinatura de Centeno.

Na proposta para o Orçamento do Estado para 2020 (OE 2020), o Governo compromete-se a reforçar as verbas da saúde com cerca de mais 900 milhões de euros. "O nosso objetivo é acabar com a suborçamentação da saúde e acabar com os pagamentos em atraso ou pelo menos reduzi-los a níveis de maior tranquilidade", disse Marta Temido quando anunciou o aumento.

Contudo, tal como o Negócios já noticiou, este reforço é apenas uma antecipação das verbas dado que este aumento é relativo ao orçamentado e não ao valor previsto para a execução (o que é efetivamente gasto) de 2019. Este último fica sempre muito acima do primeiro, o que mostra a suborçamentação "crónica" que existe nesta área.

Face a este aumento do orçamento inicial, Mário Centeno avisou na conferência de imprensa de apresentação do OE 2020 que não quer que se repitam os pedidos de reforços orçamentais bem como a acumulação de pagamentos em atraso aos fornecedores. 

"O binómio responsabilidade/autonomia tem de ser sublinhado e levado muito a sério", disse o ministro das Finanças. A proposta do OE prevê mesmo a demissão dos administradores das empresas públicas cujos pagamentos em atraso aumentem no final de 2020, face ao valor que registem em dezembro deste ano.

Ficha Técnica

Objetivo: Sondagem realizada pela INTERCAMPUS para a CMTV, com o objetivo de conhecer a opinião dos Portugueses sobre diversos temas da política nacional, incluindo a intenção de voto em eleições legislativas.

Universo: População portuguesa, com 18 e mais anos de idade, eleitoralmente recenseada, residente em Portugal Continental.

Amostra: A amostra é constituída por 606 entrevistas, com a seguinte distribuição proporcional por Sexo (290 homens e 316 mulheres), por idade (132 entre os 18 e os 34 anos; 219 entre os 35 e os 54 anos; e 255 com mais de 55 anos) e região (230 no Norte, 142 no Centro, 163 em Lisboa, 45 no Alentejo e 26 no Algarve).

Seleção da amostra: A seleção do lar fez-se através da geração aleatória de números de telefone fixo / móvel. No lar a seleção do respondente foi realizada através do método de quotas de género e idade (3 grupos). Foi elaborada uma matriz de quotas por Região (NUTSII), Género e Idade, com base nos dados do Recenseamento Eleitoral da População Portuguesa (31/12/2016) da Direção Geral da Administração Interna (DGAI). Recolha da Informação: A informação foi recolhida através de entrevista telefónica, em total privacidade, através do sistema CATI. O questionário foi elaborado pela INTERCAMPUS e posteriormente aprovado pelo cliente. A INTERCAMPUS conta com uma equipa de profissionais experimentados que conhecem e respeitam as normas de qualidade da empresa. Estiveram envolvidos 19 entrevistadores, devidamente treinados para o efeito, sob a supervisão dos técnicos responsáveis pelo estudo. Os trabalhos de campo decorreram entre 12 e 17 de Dezembro.

Recolha da Informação: A informação foi recolhida através de entrevista telefónica, em total privacidade, através do sistema CATI (Computer Assisted Telephone Interviewing).  O questionário foi elaborado pela INTERCAMPUS e posteriormente aprovado pelo cliente. A INTERCAMPUS conta com uma equipa de profissionais experimentados que conhecem e respeitam as normas de qualidade da empresa. Estiveram envolvidos 19 entrevistadores, devidamente treinados para o efeito, sob a supervisão dos técnicos responsáveis pelo estudo. Os trabalhos de campo decorreram entre 12 e 17 de Dezembro. 

Margem de Erro: O erro máximo de amostragem deste estudo, para um intervalo de confiança de 95%, é de ± 4,0%.

Taxa de Resposta: A taxa de resposta obtida neste estudo foi de: 64,7%.




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