Banca & Finanças Banca europeia reduz malparado para 3% do crédito total. Portugal baixa para 10,5%

Banca europeia reduz malparado para 3% do crédito total. Portugal baixa para 10,5%

Entre março e junho deste ano, os bancos europeus reduziram mais de 26 mil milhões de euros de crédito malparado. Portugal continua entre os países com um dos rácios de malparado mais elevados.
Banca europeia reduz malparado para 3% do crédito total. Portugal baixa para 10,5%
reuters
Rafaela Burd Relvas 11 de novembro de 2019 às 10:35
Os bancos europeus continuam os esforços para reduzir o volume de crédito malparado. Segundo os dados mais recentes do Banco Central Europeu (BCE), relativos ao final de junho deste ano, as instituições bancárias da União Europeia (UE) conseguiram reduzir o rácio de créditos não produtivos (NPL, na sigla em inglês) para 3% da carteira total de crédito. Portugal também está a reduzir o volume de malparado, mas mantém-se entre os países com um dos rácios mais elevados, de 10,5%.

Os bancos da UE totalizavam, no seu conjunto, 698 mil milhões de euros de crédito malparado no final de junho, o equivalente a 3% do crédito total e uma redução de mais de 26 mil milhões de euros em relação ao final de março, altura em que o rácio era de 3,1%.

Na lista dos 28 Estados-membros, há dez que apresentaram um rácio de NPL inferior a 3%. A Suécia tem o mais baixo, de 1,1%, ainda que este valor represente um aumento de 0,1 pontos percentuais em relação a março. Em sentido contrário, a Grécia tem o rácio mais elevado, de 39,6%, o equivalente a 82,3 mil milhões de euros de malparado. Os bancos gregos têm vindo, ainda assim, a reduzir o volume de malparado ininterruptamente nos últimos anos.

Em Portugal, a tendência também é de queda, numa altura em que os bancos nacionais estão a avançar com operações de venda de grandes carteiras de malparado. O volume destes créditos não produtivos caiu para 19,2 mil milhões de euros em junho, o equivalente a 10,5% do total.

Estes dados, ressalva o BCE, referem-se apenas aos bancos e grupos bancários domésticos a operar em cada país, pelo que excluem subsidiárias estrangeiras. Ao mesmo tempo, estes indicadores "devem ser interpretados com cautela, uma vez que as definições de ativos imparizados e provisões para perdas diferem entre países".



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