Banca & Finanças BCP com financiamento facilitado, diz BPI. Banco soma mais de 2% em bolsa

BCP com financiamento facilitado, diz BPI. Banco soma mais de 2% em bolsa

O banco liderado por Miguel Maya assiste a uma recuperação em bolsa depois de a agência S&P ter subido o rating e melhorado a perspectiva da instituição. O BPI salienta os potenciais benefícios ao nível do financiamento.
Ana Batalha Oliveira 10 de outubro de 2018 às 10:47

Os analistas do BPI acreditam que a subida do rating do BCP pela agência S&P, esta terça-feira, "deve melhorar o acesso do banco aos mercados de financiamento grossistas, potencialmente permitindo uma redução dos custos de financiamento".

A agência de notação financeira Standard & Poor's (S&P) elevou o "rating" do banco em um nível. Este passou de BB- para BB, situando-se agora no segundo nível de "lixo". Ou seja, os títulos de dívida por si emitidos continuam a ser considerados especulativos, mas já estão a apenas dois níveis de sair dessa categoria.

Já a perspectiva passou de "positiva" para "estável". Em Dezembro, a perspectiva já tinha sido melhorada e denunciava uma possível subida da notação.

Na primeira sessão após o anúncio, o banco segue a somar 1,72% para os 23,04 cêntimos, mas já chegou a valorizar 2,38% para os 23,19 cêntimos. A recente tendência ascendente contraria o movimento que se tem vindo a verificar desde o início do ano. Em 2018, o banco liderado por Miguel Maya já perdeu 15,7% do valor. 


Uma das principais preocupações dos investidores tem sido Itália e as relações difíceis deste país do sul com Bruxelas. No arranque da semana o BCP chegou a cair 4,45% influenciado pelo pessimismo quanto ao confronto entre Itália e o bloco, que divergem no valor do défice transalpino a orçamentar para 2019. Esta foi a maior quebra nas cotações da instituição desde Maio, quando estalou a crise política em Roma. 

Apesar do optimismo patente na avaliação da S&P, o banco levanta o véu a novos riscos. Tal como foi noticiado pelo Negócios, a instituição liderada por Miguel Maya assume-se sujeita a eventuais ofertas de aquisição lançadas por terceiros tendo em conta a consolidação existente no sector bancário europeu, lê-se num documento oficial, datado de 21 de Setembro.




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