Banca & Finanças Filipe Pinhal nega ter sugerido empréstimo da CGD a Berardo 

Filipe Pinhal nega ter sugerido empréstimo da CGD a Berardo 

O ex-administrador do BCP desmente tudo o que foi dito pelo comendador Joe Berardo quando este foi à audição no Parlamento, negando ter sugerido um empréstimo da Caixa ao empresário para a compra de ações do BCP.
Rita Atalaia 11 de junho de 2019 às 15:39

Filipe Pinhal, antigo administrador do BCP, não ajudou Joe Berardo a contrair um empréstimo junto do banco estatal para comprar ações do banco privado, desmentindo aquilo que foi dito pelo comendador quando este foi ao Parlamento. 

"Gostava de desmentir Joe Berardo", começa por afirmar Filipe Pinhal na comissão parlamentar de inquérito à gestão da Caixa Geral de Depósitos (CGD), esta terça-feira, 11 de junho, relembrando que o "grande aumento de posição de Berardo e os empréstimos que pediu à CGD tiveram lugar no verão de 2007"

 

"Por essa altura, Berardo estava a assinar uma proposta para ir à AG de 6 de agosto do BCP para me destituir. Seria altamente improvável que ajudasse Berardo a ter mais votos para me destituir", afirma o ex-administrador da Caixa. 

 

Esta foi um período marcado pela chamada "guerra de poder" no BCP. De acordo com Pinhal, havia um conjunto de pessoas e empresas interessadas em fazer uma mudança na administração. Sonangol, EDP, CGD e o chamado grupo dos sete, que inclui Berardo e Manuel Fino, entre outros. Mas também Vítor Constâncio, Teixeira dos Santos e José Sócrates, adianta. 

 

"Todos estavam alinhados no sentido de mudar a administração do BCP e fazer uma insólita transferência da CGD para um banco privado cotado em bolsa", incluindo presidente, vice-presidente e o administrador responsável pelo crédito, Vítor Fernandes. 

 

Filipe Pinhal está a ser ouvido pelos deputados depois de Joe Berardo ter afirmado, na sua audição, que foi o gestor que lhe sugeriu fazer um crédito na CGD, já que o próprio BCP não podia financiar a compra das suas ações. O comendador disse ainda que foi Pinhal que fez o primeiro contacto com o banco estatal. 

 

Berardo afirmou ainda ter ouvido "zunzuns" de que a Caixa estaria a financiar ações do BCP detidas pela própria Caixa através da Metalgest, a empresa do comendador. Os interlocutores, de acordo com Berardo, foram Filipe Pinhal e Peter Ferraz do lado do BCP e Cabral dos Santos por parte da CGD.

 




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