Banca & Finanças Lucros do Montepio caem para 3,6 milhões no primeiro semestre

Lucros do Montepio caem para 3,6 milhões no primeiro semestre

O banco liderado por Dulce Mota tinha registado um lucro de 16 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano passado.
Lucros do Montepio caem para 3,6 milhões no primeiro semestre
Tiago Sousa Dias
Rita Atalaia 20 de setembro de 2019 às 17:03

Os lucros do Montepio afundaram no primeiro semestre do ano. Foram 3,6 milhões de euros, que comparam com o resultado positivo de 16 milhões de euros obtido no mesmo período do ano anterior, de acordo com o comunicado enviado pelo banco à CMVM, esta sexta-feira, 20 de setembro. 


O banco liderado por Dulce Mota explica a queda de 77% dos lucros com os "impactos negativos resultantes do menor contributo do Finibanco Angola (-5 milhões de euros em relação ao período homólogo de 2018), da menor eficiência fiscal face à verificada no primeiro semestre de 2018 (+8,5 milhões de euros em impostos) e da diminuição do produto bancário (-18,5 milhões de euros face a junho de 2018)". 

O Finibanco Angola contribuiu com 5,9 milhões de euros no final do primeiro semestre. Nos primeiros seis meses de 2018, o Finibanco Angola tinha contribuído com 11,9 milhões de euros.

A evolução negativa do produto bancário foi determinada pelo contributo desfavorável da margem financeira. Esta alcançou os 120,1 milhões de euros nos primeiros seis meses, quando tinha sido de 134,2 milhões de euros no período homólogo. Em causa esteve a "redução dos juros recebidos na carteira de crédito de clientes", assim como o "menor contributo dos resultados de operações financeiras", que registaram um resultado negativo de 0,4 milhões de euros, face aos 5,2 milhões positivos registado no mesmo período do ano passado. 

Já as comissões registaram um crescimento de 0,5% para 57,7 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, "em consequência do aumento observado nas comissões com serviços de pagamento e com mercados (+2,8 milhões), mitigado pela redução das comissões associadas ao crédito e à prestação de serviços diversos (-2,5 milhões).

Quanto aos custos operacionais, estes recuaram 7,3 milhões de euros, "traduzindo o impacto das medidas adotadas com vista ao aumento dos níveis de eficiência". Os custos com pessoal recuaram 6,4 milhões de euros. 

Também o total de dotações para imparidades e provisões constituídas nos primeiros seis meses do ano sofreu uma queda. A redução foi de 20,8% para 47,1 milhões de euros, "para a qual contribuíram as reduções das imparidades do crédito em 3,8 milhões de euros, das imparidades de outros ativos em 6 milhões de euros e das outras provisões em 3 milhões de euros, compensadas desfavoravelmente pelo reforço de imparidades de ativos financeiros em 0,5 milhões de euros".

(Notícia atualizada às 17:22 com mais informação)




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