Banca & Finanças Regulador dos seguros aprova administração da Mutualista

Regulador dos seguros aprova administração da Mutualista

A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) publicou as autorizações concedidas na reunião da administração em que foram aprovados os novos órgãos sociais da Associação Mutualista Montepio Geral.
Regulador dos seguros aprova administração da Mutualista
Rita Atalaia 26 de novembro de 2019 às 17:52

Tomás Correia está oficialmente fora da liderança da Associação Mutualista Montepio Geral (AMMG). A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) publicou as autorizações concedidas na reunião da administração de 20 de novembro, quando foram aprovados os novos órgãos sociais da dona do Montepio. O nome do ex-presidente do banco não consta da lista. 

Na lista publicada pela ASF surgem Carlos Beato, Idália Serrão e Luís Almeida, mas também Virgílio Lima enquanto vogais e membros do Conselho Geral.

Tal como o Negócios avançou esta terça-feira, apesar de o nome do Virgílio Lima ter sido apresentado ao regulador enquanto administrador da mutualista, não deverá ter de passar por nova avaliação para desempenhar o papel de presidente. 

 

Foi no conselho geral da AMMG, no final de outubro, que Tomás Correia pediu para abandonar a liderança. Um pedido que foi aceite pelos conselheiros, que definiram desde logo que o último dia à frente da mutualista seria 15 de dezembro.

 

O anúncio foi feito depois de o Público ter avançado que a ASF se estaria a preparar para chumbar os requisitos de idoneidade que permitiriam a continuação de Tomás Correia à frente da AMMG. 

O antigo presidente do Montepio foi multado pelo Banco de Portugal ao pagamento de 1,25 milhões de euros por práticas irregulares quando dirigia o banco. Uma multa que foi entretanto anulada pelo Tribunal da Concorrência, decisão da qual o supervisor disse desde logo ir recorrer.

 

Já Tomás Correia justificou a sua saída com o facto de não poder continuar a "ser cúmplice" do modelo de governo que o novo Código Mutualista impôs às associações mutualistas, considerando ter cumprido os objetivos essenciais do seu mandato. 

 

(Notícia atualizada às 17:58 com mais informação.)




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