Faturação supera os 400 milhões este ano apesar de Angola
Rui Miguel Nabeiro referiu ainda que o grupo Delta Cafés irá faturar mais de 400 milhões de euros este ano, apesar de não avançar uma previsão mais exata.
"A desvalorização do kwanza em Angola afeta-nos muito. Angola tem um peso muito grande na nossa faturação e no mês passado o kwanza desvalorizou 30%", justificou.
Já na Polónia, onde o grupo entrou em maio através de uma parceria com a Biedronka, da Jerónimo Martins, a operação está a "correr muito bem". "Estamos agora a entrar num momento-chave, que é o Natal. Sabemos que 70% das vendas de máquinas de café fazem-se nestes dois meses, mas até ao momento estamos muito satisfeitos com a parceria", assegurou.
Quanto ao mercado chinês, onde a Delta marca presença através do Alibaba, o CEO disse que "este ano está a correr bem e vamos cumprir pela primeira vez os objetivos no mercado chinês". "Tivemos um 11 de novembro [dia dos solteiros e um dia de fortes vendas e promoções na China] muito bom, em que triplicámos as vendas", acrescentou.
No entanto, Rui Miguel Nabeiro coloca estes dados em perspetiva. "Na China vendemos 100 mil máquinas de café. Em Portugal vendemos 400 mil. Ainda assim, é um mercado com um potencial muito interessante e as 100 mil máquinas deste ano comparam com 70 mil no ano passado", salientou.
Rui Miguel Nabeiro revelou ainda que no próximo ano estará operacional uma fábrica de cogumelos desenvolvidos a partir de borras de café que resulta da parceria com a Nam, uma start-up que está a ser incubada pela Delta. O gestor remeteu para uma data posterior mais detalhes sobre este projeto.

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