O presidente da Infraestruturas de Portugal (IP), António Laranjo, justificou esta quarta-feira no Parlamento que este ano há concursos do Ferrovia 2020 que ficam desertos porque as construtoras " já encheram as carteiras" de encomendas.
O responsável explicou que os preços unitários utilizados pela IP para definir o preço base nos concursos foram os mesmos desde 2016 a 2018, salientando que nesses três anos "todos os preços das propostas eram abaixo do preço base em 20% e 30%".
"Estava assim o mercado até encherem a carteira de encomendas" afirmou, explicando que o que a IP agora verifica é que em 2019 "começaram a aparecer concursos com propostas que não podem ser aceites, ou devido a preços irrisoriamente baixos ou acima do preço base".
"Está a acontecer connosco, com outras empresas e ainda mais evidente com os municípios", apontou.
"Vai-nos custar mais caro mas é uma adaptação que temos de fazer. O mercado passou de propostas 20% a 30% abaixo, até ser coberta a carteira das empresas, agora só vão a jogo com preços muito superiores", frisou.
António Laranjo assegurou ainda aos deputados que "não há obras nem canceladas nem adiadas", acrescentando que "o que temos é obras que têm um diferimento de prazo de execução, por questões que não dependem da IP. Todas têm uma justificação para terem novo calendário de execução".

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