Construção António Laranjo: Agora as "empresas só vão a jogo com preços muito superiores"  

António Laranjo: Agora as "empresas só vão a jogo com preços muito superiores"  

O presidente da IP explicou que até 2018 as empresas estavam a apresentar propostas que chegavam a ser 30% abaixo do preço base e que este ano, devido aos concursos desertos, a IP vai ter que se adaptar.
António Laranjo: Agora as "empresas só vão a jogo com preços muito superiores"   
Lusa
Maria João Babo 18 de dezembro de 2019 às 12:27

O presidente da Infraestruturas de Portugal (IP), António Laranjo, justificou esta quarta-feira no Parlamento que este ano há concursos do Ferrovia 2020 que ficam desertos porque as construtoras " já encheram as carteiras" de encomendas.

 

O responsável explicou que os preços unitários utilizados pela IP para definir o preço base nos concursos foram os mesmos desde 2016 a 2018, salientando que nesses três anos "todos os preços das propostas eram abaixo do preço base em 20% e 30%".

 

"Estava assim o mercado até encherem a carteira de encomendas" afirmou, explicando que o que a IP agora verifica é que em 2019 "começaram a aparecer concursos com propostas que não podem ser aceites, ou devido a preços irrisoriamente baixos ou acima do preço base".

 

"Está a acontecer connosco, com outras empresas e ainda mais evidente com os municípios", apontou.

 

"Vai-nos custar mais caro mas é uma adaptação que temos de fazer. O mercado passou de propostas 20% a 30% abaixo, até ser coberta a carteira das empresas, agora só vão a jogo com preços muito superiores", frisou.

 

António Laranjo assegurou ainda aos deputados que "não há obras nem canceladas nem adiadas", acrescentando que "o que temos é obras que têm um diferimento de prazo de execução, por questões que não dependem da IP. Todas têm uma justificação para terem novo calendário de execução".




Saber mais e Alertas
pub

Marketing Automation certified by E-GOI