Empresas Cirque Du Soleil avança com pedido de insolvência

Cirque Du Soleil avança com pedido de insolvência

A companhia circense canadiana pediu proteção contra os seus credores, como parte de um plano de reestruturação que atravessa.
Cirque Du Soleil avança com pedido de insolvência
Bloomberg
Gonçalo Almeida 29 de junho de 2020 às 18:40

A companhia circense Cirque du Soleil anunciou nesta segunda-feira que avançou com o pedido de insolvência, como parte do seu plano de reestruturação. O seu pedido, sob a lei de acordo de credores das empresas (CCAA, na sigla em inglês), será ouvido amanhã no tribunal superior do Quebeque.

O plano prevê que um grupo de investidores, incluindo da atual estrutura acionista composta pela TPG, Fosun e Caisse de Dépôt et Placement du Québec, faça uma oferta inicial pelos ativos da companhia. É um processo que em inglês se designa de "stalking horse", que é o primeiro lance que funciona como preço mínimo para um leilão a realizarse no futuro. Essa base é, segundo a CNN, de 420 milhões de dólares. Mas esse é um ponto de partida.

A companhia recebeu, ainda, um balão de oxigénio de 300 milhões de dólares, para financiar "um novo começo", segundo a Bloomberg. Este financiamento garante apoio para os trabalhadores e parceiros. 

A companhia debate-se com uma dívida de perto de mil milhões de dólares.

O contrato dará aos credores com garantias do Cirque du Soleil 50 milhões de dólares em dívida sem garantia, além de uma participação de 45% na companhia reestruturada e o pagamento de um empréstimo provisório feito por certos credores de primeira garantia no valor de 50 milhões de dólares.

Caso o tribunal conceda a ordem solicitada, a empresa vai avançar com o pedido também nos Estados Unidos, de acordo com o Capítulo 15 do Código de Falências dos EUA no Tribunal de Falências dos Estados Unidos.


O antigo presidente executivo Guy Laliberté vendeu a grande maioria da sua posição no Cirque a um consórcio de capitais privados liderado pela gestora de fundos norte-americana Texas Pacific Group (TPG), em abril de 2015.  


Deste consórcio fazem parte o fundo de pensões canadiano Caisse de Dépôt et Placement du Québec e o grupo chinês Fosun. 


 

 




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