Empresas Comissão de auditoria da Parpública presidida por ex-gestor do BPN que Oliveira e Costa se "cansou de aturar"

Comissão de auditoria da Parpública presidida por ex-gestor do BPN que Oliveira e Costa se "cansou de aturar"

A Parpública nomeou, finalmente, os administradores não executivos que vão compor a comissão de auditoria.
Comissão de auditoria da Parpública presidida por ex-gestor do BPN que Oliveira e Costa se "cansou de aturar"
Ana Brígida/Negócios
Alexandra Machado 31 de julho de 2019 às 17:48
A comissão de auditoria da Parpública, liderada por Miguel Cruz (na foto), vai passar a ser presidida por José Manuel Fragoso de Sousa, nomeado administrador não executivo da empresa pública.

José Fragoso de Sousa foi administrador do BPN, do qual saiu em 2005, tendo, mais tarde, referido em tribunal que saiu do banco então presidido por Oliveira e Costa quando este disse que já não o podia aturar. De acordo com o noticiado pela Lusa, no âmbito da sua inquirição como testemunha em tribunal no processo BPN, Fragoso de Sousa disse que aguentou no BPN "até ao dia em que o presidente [Oliveira e Costa] disse que já não me podia aturar e não me ia nomear", um dia que descreveu como de "enorme alegria" por representar "a rutura que desejava ter acontecido mais cedo".

Fragoso de Sousa recusou-se, em 2005, a assinar as contas de 2005, alegando não lhe terem sido explicados os valores do crédito vencido do BPN, dizendo, ainda, que sempre demonstrou reservas em relação às contas investimento.

Fragoso de Sousa, depois disso, candidatou-se ao Benfica, pela lista de Rui Rangel, que perdeu. 

Além de Fragoso de Sousa foram nomeados administradores não executivos, e que vão integrar a comissão de auditoria, Ana Paula do Valle-Frias de Madureira e Piedade Dourado e Maria João Dias Pessoa de Araújo. O comunicado à CMVM não incluía os respetivos currículos.

Conforme o Negócios tinha noticiado, a Parpública estava com os órgãos sociais incompletos. Segundo tinha dito fonte oficial, "o
 processo para a eleição dos órgão sociais para o atual mandato que teve início em 2017 não está concluído, sendo que a autorização do BdP é uma das condições prévias para a eleição dos membros do Conselho de Administração, entre os quais os que compõem a Comissão de Auditoria".  Só depois disso, é que a eleição do ROC (revisor oficial de contas), que se mantém o mesmo desde 2015, é que pode ser feita pelo acionista, por indicação da comissão de auditoria.

A comissão de auditoria fica, agora, nomeada.



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