Empresas Concorrência total da China chega ao têxtil português a 1 de Janeiro

Concorrência total da China chega ao têxtil português a 1 de Janeiro

Desde de 1 de Janeiro de 2005, data de liberalização do comércio mundial, que o sector têxtil e do vestuário português voltou a estar à prova. No fim deste ano, acabam as medidas de salvaguarda e o sector estará de novo "desprotegido", num frente-a-frente
Isabel Cristina Costa 28 de dezembro de 2007 às 00:10

Voltar a medir forças. É o que vai acontecer a partir do primeiro dia do novo ano entre o sector têxtil europeu e "a fábrica do mundo". Trata-se de uma luta de gigantes ou não fosse a China o maior produtor e exportador mundial de têxteis e vestuário para a União Europeia (UE), que, por sua vez, é o segundo maior exportador mundial de têxteis e vestuário. Qual vai ser o impacto em Portugal?

"Há que reforçar o tema do controlo por parte dos países ocidentais. Porque o que temos visto, nos últimos anos, é que a Europa deu tudo e a Ásia nada", sustenta Jaime Tusell, director-geral da Kurt Salmon Associates/ FT Group. Foi esta consultora espanhola, juntamente com o BPI, que, em Março de 2000, deu "um murro no estômago" ao sector com as conclusões do estudo "Impacto da liberalização do comércio mundial de têxteis e vestuário na indústria portuguesa".

O referido estudo apontava, num cenário optimista, para a perda de mais de 700 empresas e de 80 mil postos de trabalho. Na altura, a acusação que mais se ouvia era a de "clima catastrófico e alarmista". Mas hoje, percebe-se que, afinal, não esteve assim tão longe da realidade com o sector nacional a perder anualmente 12 mil a 14 mil postos de trabalho por ano. Sobre o número de empresas, não há um número consensual, estimando-se a existência de cerca de três mil.




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