Empresas Empresa de Buffett lucra 21,7 mil milhões no trimestre

Empresa de Buffett lucra 21,7 mil milhões no trimestre

A subida da bolsa no primeiro trimestre gerou ganhos acima de 16 mil milhões de dólares à Berkshire Hathaway.
Empresa de Buffett lucra 21,7 mil milhões no trimestre
reuters, bloomberg
Nuno Carregueiro 04 de maio de 2019 às 15:05

A forte valorização de Wall Street no primeiro trimestre deu um forte impulso à Berkshire Hathaway nos primeiros três meses do ano, que assim conseguiu recuperar parte das perdas sofridas em 2018.

 

No dia em que realiza a assembleia geral em Omaha, sede da Berkshire, Buffett tem números positivos para mostrar aos milhares de investidores que participam no icónico evento: lucros de 21,7 mil milhões de dólares num só trimestre.

 

Um número que reflete sobretudo a forte subida das ações norte-americanas no primeiro trimestre, período em que o S&P500 conseguiu a valorização mais acentuada em cerca de duas décadas.

 

A Berkshire tem posições de relevo em cotadas como a Apple, Bank of America e Coca-Cola, sendo que o desempenho positivo contribuiu para a cotada alcançar ganhos de 16,1 mil milhões de dólares com as posições acionistas detidas em dezenas de empresas.

 

Dado ser uma "holding", a Berkshire tem de contabilizar os ganhos (e perdas) potenciais que tem com as posições acionistas detidas. Uma regra criticada por Buffett e que expõe os resultados da companhia à volatilidade das bolsas e títulos cotados.

 

No quarto trimeste de 2018, marcado por perdas acentuadas em Wall Street, a Berkshire apresentou um prejuízo de 25,39 mil milhões de dólares. O primeiro trimestre do ano passado também foi negativo: prejuízos de 1,1 mil milhões de dólares.

 

Descontando os ganhos e perdas nos mercados financeiros, a empresa de Buffett alcançou lucros operacionais de 5,6 mil milhões de dólares, beneficiando sobretudo com o desempenho de várias empresas que controla (sobretudo nos caminhos de ferro e energia) e que não estão por isso incluídas na carteira de investimentos.

 

Mas nem tudo foram boas notícias para Buffett no primeiro trimestre. A Berkshire contabilizou uma perda extraordinária de 3 mil milhões de dólares para refletir a perda de valor da Kraft-Heinz, empresa agora liderada pelo português Miguel Patrício e que é detida pela companhia de Buffett e pela brasileira 3G.  

 

A Berkshire tem uma liquidez em torno de 100 mil milhões de dólares e procura há meses uma grande aquisição para aplicar parte deste dinheiro. Buffett tem dito que esta á uma tarefa que se tem revelado difícil e o tema deverá marcar a reunião de acionistas de hoje da Berkshire.

 

 




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