Empresas Vista Alegre usa emissão de dívida para reembolsar CGD e BCP

Vista Alegre usa emissão de dívida para reembolsar CGD e BCP

A empresa com sede em Ílhavo optou por utilizar o dinheiro obtido com a última emissão de dívida para reembolsar empréstimos contraídos junto da CGD e do BCP.
Vista Alegre usa emissão de dívida para reembolsar CGD e BCP
Pedro Elias/Negócios
Ana Batalha Oliveira 02 de dezembro de 2019 às 17:55

A Vista Alegre optou por se financiar através de uma emissão de dívida, no passado mês de outubro. Esta segunda-feira, 2 de dezembro, a empresa informou que utilizou o encaixe de 50 milhões de euros obtido nessa operação para pagar empréstimos concedidos pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) e pelo Banco Comercial Português (BCP).

 

No comunicado publicado no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a Vista Alegre esclarece que "procedeu ao reembolso integral" de um empréstimo de 26,9 milhões de euros, contraído pelo maior acionista, a Visabeira, e outro de 4,9 milhões, ambos concedidos em conjunto pela CGD e pelo BCP. A estes, somam-se outros, num total de 8,8 milhões de euros, com garantia sobre a Ria Stone.

No total, a Vista Alegre gasta, desta forma, 40,6 milhões de euros do total de 50 milhões obtidos com a emissão. 

 

"Do reembolso dos referidos empréstimos resulta a consequente desoneração da VAA das correspondentes obrigações e garantias a que se encontrava vinculada", conclui a Vista Alegre, no mesmo documento.

 

No passado dia 15 de outubro, A empresa comunicou ao mercado que emitiu obrigações no valor de 50 milhões de euros, como forma de "diversificar as fontes de financiamento". 

 

Foi emitida dívida no valor 45.000.000 euros, com uma taxa anual fixa de 4,5% e vencimento em outubro de 2024, em paralelo com obrigações garantidas no valor de 5.000.000 euros com uma taxa anual fixa de 3,5% e vencimento final em outubro de 2024, todas para colocação apenas junto de investidores institucionais, explicou na altura a empresa.

 

Na altura, a Vista Alegre anunciou que a procura ascendeu aos 80 milhões de euros, ou seja, quase 200% face ao valor mínimo fixado nos 40 milhões de euros, por parte de 21 investidores, tendo seis deles colocado ordens superiores a cinco milhões.




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