Redes Sociais Facebook fechou 5,4 mil milhões de contas falsas nos primeiros nove meses do ano

Facebook fechou 5,4 mil milhões de contas falsas nos primeiros nove meses do ano

Segundo as contas da empresa, ainda há muito trabalho para fazer: dos 2,5 mil milhões de utilizadores atuais do Facebook, ainda há 5% que serão contas falsas.
Facebook fechou 5,4 mil milhões de contas falsas nos primeiros nove meses do ano
Sábado 13 de novembro de 2019 às 23:26
Entre janeiro e setembro deste ano, o Facebook fechou mais de 5,4 mil milhões de contas falsas criadas na rede social, um aumento de mais de 2 mil milhões face aos números do total do ano passado. De janeiro a dezembro de 2018 a empresa removeu da sua plataforma principal 3,3 mil milhões de utilizadores falsos, pelo que a eliminação levada a cabo este ano já representa um aumento de 157%. 

Segundo as contas da empresa, presentes num relatório sobre transparência nas plataformas que gere, ainda há muito trabalho para fazer: dos 2,5 mil milhões de utilizadores atuais do Facebook, ainda há 5% que serão contas falsas. Ainda assim, e com o aproximar das eleições presidenciais norte-americanas (daqui a um ano), a empresa está a redobrar a sua supervisão, utilizando também novas tecnologias para reconhecer os perfis falsos e removê-los.

Em declarações aos jornalistas esta quarta-feira, o co-fundador e CEO da rede social, Mark Zuckerberg, afirmou que "os números de utilizadores não contam se estivermos a criar conteúdo danoso". "Estamos a trabalhar cada vez mais para identificar o conteúdo falso, e é também por isso que os números são mais altos", afirmou.

Também no relatório de padrões da comunidade é afirmado que foram melhoradas as técnicas de deteção e bloqueio de contas falsas e abusivas, sendo que "diariamente, impedimos milhões de tentativas para criar contas falsas, usando estes sistemas de deteção." 

O conteúdo de incitamento ao ódio tem sido também uma das dores da cabeça da empresa, que está a apertar as regras de moderação. Entre julho e setembro deste ano, a plataforma removeu 7 milhões de publicações com discurso de ódio, sendo que 80% deste conteúdo foi detetado antes que algum utilizador o tivesse visto. 

Já no Instagram, e entre abril e setembro, a empresa removeu cerca de 3 milhões de posts que iam contra a política da empresa relativamente à publicitação de drogas na plataforma, e 95 mil que não cumpriam as regras de vendas de armas. No mesmo período foram retiradas da plataforma mais de 240 mil publicações com propaganda terrorista, perto de 1,3 milhões de publicações com nudez infantil ou exploração sexual de crianças e 1,7 milhões de peças a incentivarem ao suicídio ou automutilação.



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