No ano passado, a Anacom recebeu um total de 100,6 mil reclamações relativas a serviços de comunicações e serviços postais, o que representa um aumento de 4% face a 2018.
Este crescimento deveu-se, essencialmente, à subida em 18% do volume de queixas sobre os serviços postais, já que as reclamações sobre comunicações eletrónicas diminuíram 1%, situando-se em 71,8 mil reclamações, detalha o regulador em comunicado emitido esta segunda-feira, 2 de março.
Analisando os números por setor e empresas, a Meo foi o operador mais reclamado (36%), seguida da NOS (32%), da Vodafone (28%) e da Nowo/Oni (4%). Porém, a Anacom destaca que a Meo" foi o único prestador que observou uma redução do volume de reclamações de 21% para 26 mil. Pelo contrário, as reclamações sobre a Vodafone subiram 34% (para 19,9 mil), seguindo-se a Nowo/ONI com um aumento de 18% (para 2,7 mil) e a NOS com um aumento de 4% (para 23 mil).
Globalmente, neste setor, o tema mais reclamado foi a faturação de serviços (29%), seguida da contratação de serviços (25%), aponta o regulador.
No que toca ao setor postal, os CTT foram o prestador mais reclamado, registando 83% de um total de 28 mil reclamações, tendo as reclamações desta empresa, por comparação com o período homólogo, aumentado 12% (para 23 mil). "O segundo prestador mais reclamado foi a DPD, responsável por 11% das reclamações totais, tendo registado um aumento de 55% face ao período homólogo. Os restantes operadores representam 4% das reclamações e, tal como a DPD, têm visto aumentar o seu peso nas reclamações totais do setor", detalha a entidade liderada por Cadete de Matos.
O atraso na entrega foi o assunto mais reclamado e também aquele que mais aumentou em proporção no setor postal, passando de 28% para 32% do total de reclamações. O segundo assunto que motivou mais queixas foi a entrega de objetos postais no domicilio (27%), designadamente a falta de tentativa de entrega; seguido do atendimento ao cliente (23%); do tratamento de reclamações (18%); e do extravio de objetos postais (12%).
A Anacom destaca ainda que se assistiu" a uma redução das reclamações relativas ao atendimento, que baixaram para 23% do total, menos 3 pontos que no período homólogo. As reclamações sobre desalfandegamento de objetos postais também se reduziram, de 7% para 4%".

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