Transportes Ao fim de 10 horas de negociações,... a greve dos motoristas prossegue

Ao fim de 10 horas de negociações,... a greve dos motoristas prossegue

A associação patronal apresentou ao sindicato dos motoristas das matérias perigosas a mesma proposta que acordou com a Fectrans [Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações] e o Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias" . O sindicato fez então uma contraproposta que a Antram considera incomportável para as empresas.
Ao fim de 10 horas de negociações,... a greve dos motoristas prossegue
Lusa
Lusa 17 de agosto de 2019 às 09:57

Os motoristas de matérias perigosas cumprem hoje o sexto dia de uma greve convocada por tempo indeterminado, depois de ter falhado um acordo mediado pelo Governo numa reunião que durou cerca de 10 horas. A falta de acordo foi comunicada pelo porta-voz do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e posteriormente confirmada pela Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) e pelo ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos.


"Trabalhámos em conjunto com o senhor ministro uma proposta que seria razoável para desbloquear a situação. A Antram rejeitou a proposta e a greve mantém-se", afirmou à agência Lusa o representante do SNMMP, Pedro Pardal Henriques, no final da reunião.


Pardal Henriques adiantou que a Antram apresentou ao SNMMP "a mesma proposta que tinha oferecido à Fectrans [Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações] e ao Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias".

"Não aceitamos essa proposta, porque não podemos concordar com aquilo que não entendemos ser um bom acordo", continuou.


O porta-voz da Antram, André Matias de Almeida, considerou que a proposta que o sindicato apresentou ao Governo é "incomportável para as empresas" e discriminatória para os associados dos outros sindicatos do setor. A Antram espera agora que, no plenário que o SNMMP vai realizar no domingo, em Aveiras de Cima (Lisboa), "haja uma sensibilização dos associados [do sindicato] e que possam compreender que as empresas estão no seu limite", acrescentou.


No final da maratona de negociações, o ministro Pedro Nuno Santos disse que em cima da mesa estiveram propostas do sindicato e da associação empresarial, mas persiste o desacordo entre as partes. "A greve continua" em consequência da falta de acordo, admitiu o ministro das Infraestruturas e da Habitação.

A reunião entre Pedro Nuno Santos e os representantes do SNMMP começou cerca das 16:00 de sexta-feira no Ministério das Infraestruturas e da Habitação, em Lisboa, e terminou perto das 02:00 de hoje.


Numa entrevista publicada hoje pelo semanário Expresso, o primeiro-ministro garantiu que o Governo está disponível para adotar todas as medidas para que o país não pare, caso seja prolongada a greve dos motoristas de matérias perigosas.

"Uma coisa é certa: até agora, o planeamento e as medidas tomadas garantiram que o país não parou. E o país não vai parar. Estamos disponíveis para adotar todas as medidas que venham a ser necessárias para garantir esse objetivo", afirmou António Costa na entrevista, dada antes de ser conhecida a reunião do SNMMP no Ministério das Infraestruturas e da Habitação, em Lisboa.

O primeiro-ministro recordou ainda o parecer do Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República para afirmar que "não só os serviços [mínimos] foram adequados como até podem ser alargados em caso de necessidade".


A greve começou na segunda-feira, 12 de agosto, por tempo indeterminado. A paralisação foi inicialmente convocada pelo SNMMP e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), mas este último sindicato desconvocou o protesto na quinta-feira à noite, após um encontro com a Antram sob mediação do Governo.

A greve foi convocada com o objetivo de reivindicar junto da Antram o cumprimento do acordo assinado em maio, que prevê uma progressão salarial. No final do primeiro dia de greve, o Governo decretou uma requisição civil, parcial e gradual, alegando incumprimento dos serviços mínimos que tinha determinado.




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