Transportes Pedro Nuno Santos: "Vamos começar a perder voos, passageiros e exportações já este ano"

Pedro Nuno Santos: "Vamos começar a perder voos, passageiros e exportações já este ano"

O ministro das Infraestruturas estima que avaliação ambiental ao projeto para o novo aeroporto do Montijo que está a ser feita pela APA demore seis meses. Alcochete, frisou, "não é uma solução".
Maria João Babo 30 de abril de 2019 às 16:40

O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, criticou esta terça-feira no Parlamento as décadas de indefinição sobre a localização do novo aeroporto de Lisboa, salientando que "vamos começar a perder voos, passageiros, receitas e exportações e vamos já começar a perder este ano".

 

"Qualquer iniciativa que atrase este processo é um prejuízo de milhares de milhões de euros em exportações e receitas para o turismo", afirmou o governante na comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas.

 

Pedro Nuno Santos afirmou que o estudo de impacte ambiental ao projeto para a construção de um aeroporto complementar do Montijo "foi entregue na Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e há um processo a correr", avançando a estimativa que "o processo dure seis meses", altura em que será tomada a decisão de conceder ou não declaração de impacte ambiental.

 

"Neste momento o estudo de impacte ambiental está na APA , que fará o seu trabalho e o Governo respeitará as decisões", afirmou ainda o ministro, sublinhando que qualquer "investimento aeroportuário, pela natureza do mesmo, tem impacto" e realçando a necessidade de um equilíbrio entre o aumento da capacidade aeroportuária da região de Lisboa e o ambiente.

 

O responsável afirmou ainda que o entendimento do Governo é que neste caso a avaliação ambiental estratégica não se aplica, já que "perante as restrições orçamentais que país tem e a restrição de tempo que país tem, a solução Alcochete não é uma solução".

 

Para Pedro Nuno Santos, "o país não tem capacidade para gastar 7 mil milhões de euros num novo aeroporto", além de que uma opção por Alcochete representaria mais sete anos do que a do Montijo. Isso seria "114 milhões de passageiros que perderíamos, 23 mil milhões de euros em exportações que perderíamos só com o tempo que íamos gastar".

 

Para o ministro, também uma solução faseada em Alcochete é uma "falsa solução".




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