13 de agosto de 2019 às 19:12
Requisição civil cumprida com "rigor". Só 14 trabalhadores não respeitaram
Requisição civil cumprida com "rigor". Só 14 trabalhadores não respeitaram

Os serviços mínimos foram "genericamente cumpridos" e a requisição civil foi "cumprida com rigor", anunciou hoje o ministro do Ambiente, Matos Fernandes, para quem o segundo dia de greve dos motoristas "correu sem sobressaltos de maior".

"Com a perturbação natural que uma greve com esta dimensão causa às pessoas e famílias, estando de férias ou a trabalhar, e à economia em geral, o dia de hoje correu sem sobressaltos, com os serviços mínimos genericamente cumpridos e a requisição civil cumprida com rigor", disse João Pedro Matos Fernandes, que falava aos jornalistas no Ministério do Ambiente, em Lisboa, para fazer o balanço deste segundo dia de greve.

O ministro revelou que os depósitos dos postos de abastecimento de emergência recuperaram para valores aceitáveis, em redor dos 50%. Quanto ao Algarve, que era ontem a região mais crítica,  "houve uma melhoria, mas ainda não suficiente".

Desta forma, foi decidido efetuar um terceiro turno a partir de Sines, para abastecer os postos no Algarve, com os camiões a serem operados por condutores das forças de segurança e das forças armadas.

Quanto ao aeroporto de Lisboa, que tem a capacidade em 54,5%, ainda está a ser feita uma avaliação para determinar se será necessário um terceiro turno.

O ministro revelou que estavam mobilizados 200 elementos das forças armadas e da GNR para conduzirem os camiões, sendo que foram necessárias apenas 10 equipas (quatro das forças armadas e seis da GNR). Em Sines, esta noite, estarão a operar mais oito equipas.

Matos Fernandes revelou ainda que as empresas de transportes comunicaram ao Governo o incumprimento da requisição civil por parte de 14 trabalhadores, sendo que 11 já foram notificados e três estão por localizar.

O governante detalhou que dos trabalhadores que não cumpriram a requisição civil "foram formalmente comunicadas à GNR as seguintes falhas: três do distrito de Faro, quatro do distrito de Lisboa e três do distrito de Setúbal".De acordo com o ministro, "todos alegaram baixa médica". Já à PSP "foram formalizadas quatro queixas, uma no distrito de Setúbal" e "as outras três estão ainda por localizar".

Vários trabalhadores têm alegado que não trabalham mais de oito horas por dia, mas o ministro diz que a regra do setor permite que possam trabalhar até 60 horas por semana, desde que a média não exceda 48 por semana durante quatro meses.