Turismo & Lazer Turismo cumpre expectativas do Governo com 27 milhões de hóspedes em 2019

Turismo cumpre expectativas do Governo com 27 milhões de hóspedes em 2019

Foram, sobretudo, os residentes em Portugal a impulsionar o turismo nacional, que bateu um novo recorde no ano passado.
Turismo cumpre expectativas do Governo com 27 milhões de hóspedes em 2019
Reuters
Rafaela Burd Relvas 14 de fevereiro de 2020 às 11:04
Está confirmado o novo recorde no setor do turismo. Os estabelecimentos hoteleiros nacionais receberam perto de 27 milhões de hóspedes no conjunto do ano passado, que responderam por quase 70 milhões de dormidas, números que ficam em linha com as expectativas do Governo para o ano passado. Os dados foram divulgados, esta sexta-feira, 14 de fevereiro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que dá conta de que foram, sobretudo, os residentes em Portugal a impulsionar o turismo em 2019.

Ao todo, foram 26.985.500 os hóspedes que passaram pelos estabelecimentos de alojamento turístico durante o ano passado, o que corresponde a um aumento de 7,3% em relação a 2018. Estes hóspedes foram responsáveis por 69.853.000 dormidas, número que representa uma subida de 4,1%. Estas taxas de crescimento ficam acima do que tinha sido antecipado e representam uma aceleração face ao crescimento registado em 2018.

Esta evolução fica a dever-se ao mercado interno. No ano passado, os estabelecimentos turísticos receberam 10,6 milhões de hóspedes residentes em Portugal, responsáveis por mais de 21 milhões de dormidas, números que correspondem a subidas de 7,5% e 6,2%, respetivamente.

Os hóspedes residentes no estrangeiro, por seu lado, mantêm o crescimento mais brando já verificado em 2018, embora haja uma recuperação no ano passado. Ao todo, foram 16,3 milhões de hóspedes residentes no estrangeiro, responsáveis por quase 48,8 milhões de dormidas, o equivalente a subidas de 7,1% e 3,3%, respetivamente.

Em sentido contrário, a taxa de ocupação e a estada média mantêm a tendência negativa já verificada antes. A estada média fixou-se em 2,59 noites, uma quebra de 2,9%, enquanto a taxa de ocupação foi de 47,4% no ano passado, menos 0,6 pontos percentuais do que em 2018.

Mesmo assim, os proveitos dos estabelecimentos turísticos estão a crescer, fruto do aumento dos preços. O preço médio cobrado por quarto ocupado ascendeu a 88,7 euros e o rendimento médio por quarto disponível totalizou 49,4 euros, uma subida de 2%. Os proveitos totais aumentaram, assim, em 7,3% e fixaram-se em 4.276 milhões de euros.

A ajudar à evolução do turismo está, também, a redução da sazonalidade, que tem sido um dos principaisobjetivos dos últimos anos. Os meses de verão voltaram a registar o maior número de dormidas, respondendo por 36,3% do total de dormidas de 2019, mas esta proporção está a baixar ligeiramente - em 2018, era de 36,7%. Já a ocupação no mês de maior procura foi 3,2 vezes superior à verificada no mês de menor procura (em 2018, este rácio foi de 3,3 vezes).

Britânicos recuperam, norte-americanos lideram crescimento

O Reino Unido mantém-se como principal mercado externo e conseguiu uma recuperação no ano passado, depois de, em 2018, ter apresentado quebras. Em 2019, Portugal recebeu 2,15 milhões de hóspedes britânicos, que responderam por 9,3 milhões de dormidas, números que correspondem a aumentos de 5,9% e 1,5%, respetivamente.

Já os Estados Unidos continuam a ser o mercado que apresenta o maior crescimento, tanto em número de hóspedes como de dormidas. Ao todo, foram 1,2 milhões de hóspedes norte-americanos, com 2,68 milhões de dormidas, subidas superiores a 20% em ambos os casos.

Em sentido contrário, os alemães e franceses, que estão entre os maiores mercados emissores para Portugal, estão em queda. Os números de hóspedes e de dormidas de residentes na Alemanha caíram 3,8% e 6,7% em 2019, respetivamente. Já o número de hóspedes franceses recuou 0,9%, com as dormidas a caírem 1,3%.

Madeira cai pelo segundo ano

Pelo segundo ano consecutivo, a Madeira volta a ser a única região do país onde os hóspedes e as dormidas registam quebras. No ano passado, a região autónoma recebeu 1,48 milhões de hóspedes, uma queda de 1,8%, e registou 7,46 milhões de dormidas, uma diminuição de 3,7%. A penalizar a Madeira tem estado, sobretudo, a falência de várias companhias aéreas e operadores turísticos.

Já o Norte é a região com o maior crescimento, com o número de hóspedes a aumentar mais de 10% e as dormidas a subirem 9,7%, para 10,7 milhões.

O Algarve mantém-se como a principal região turística do país em termos de dormidas, ainda que Lisboa, com taxas de crescimento mais aceleradas, esteja cada vez mais próxima. O Algarve superou, pela primeira vez, a fasquia dos 5 milhões de hóspedes, enquanto as dormidas totalizaram ultrapassaram os 20,9 milhões.

Já na Área Metropolitana de Lisboa, registou-se 8,1 milhões de hóspedes e 18,4 milhões de dormidas.

Notícia atualizada pela última vez às 11h54 com mais informação.



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