Análise Técnica IMF – Eur/Gbp já testa os £0.9300

IMF – Eur/Gbp já testa os £0.9300

Incertezas sobre o Brexit e fracos dados britânicos continuam a pesar sobre a libra; Eur/Usd vive semana calma e consolida nos $1.12; Petróleo encerra em queda pela segunda semana consecutiva; Turbulências levam ouro a subir aos $1500, máximos de mais de seis anos.
IMF – Eur/Gbp já testa os £0.9300

A libra continua a renovar máximos face ao euro com incertezas do Brexit

A libra continua a ser pressionada com a temática do Brexit e as suas consequências. Algumas já começam a ser visíveis, após ter sido divulgado uma contração no PIB britânico no segundo trimestre (-0.2% q/q), quando se previa apenas uma estagnação. Adicionalmente, desde o mercado imobiliário à produção industrial vê-se sinais de abrandamento. As incertezas sobre o futuro divórcio do Reino Unido-UE têm vindo a pressionar o investimento e o consumo. No entanto, os recentes relatos só têm piorado o panorama. Já existem noticias de que Johnson está a planear eleições dias antes de 31 de outubro, na eventualidade de os deputados tentarem derrubar o governo. O Eur/Gbp renovou na última semana máximos de dois anos próximo dos £0.9300.

Tecnicamente, o Eur/Gbp continua a demonstrar uma enorme pressão de compra, que só poderá ser moderada caso haja uma correção em baixa, sendo o atual nível bastante propício a que isso aconteça. No entanto, a perspetiva bullish mantém-se, para já, sobre o par.


Eur/Usd mantém-se estável nos $1.12, para já.

O Eur/Usd manteve-se estável a semana toda, negociando em torno dos $1.12, algo normal dada a menor liquidez no mês de agosto. Na última semana, não foi verificada grande volatilidade, devido em grande parte pela escassez de dados relevantes, mas também pelo suporte/impulso equilibrado que os recentes acontecimentos vão dando. Por um lado, a instabilidade política na Itália e a possibilidade de eleições antecipadas pesam sobre o par, por outro, as notícias de que a Alemanha irá emitir nova dívida para suportar as proteções climáticas parece ter dado algum impulso ao euro, apesar da especulação que a própria economia deverá ter entrado em contração no segundo trimestre.

Tecnicamente, o Eur/Usd quebrou em alta a linha descendente. O MACD e o Momentum apontam para a continuidade da recuperação do par, à medida que o próprio encontra suporte nos 38.2% de retração de fibonacci.


Petróleo encerra em queda pela segunda semana consecutiva

Os preços do petróleo voltaram a encerrar a semana com perdas, chegando a atingir mínimos de janeiro. Estas foram causadas pelos receios de abrandamento económico e o escalar das tensões comerciais. Pressão adicional foi criada após a IEA ter revelado que os inventários de crude dos EUA aumentaram 2.4 milhões bdp, na semana até 2 de agosto – esperava-se uma queda de 2.8 milhões bdp. É também de destacar que a IEA revelou que a guerra comercial levou a procura de petróleo a registar o crescimento mais lento desde a crise financeira de 2008. A limitar as perdas estiveram as tensões no Médio Oriente, as expetativas de um corte de produção por parte da OPEP e o aumento dos inventários de petróleo europeus.

Tecnicamente, o ouro negro deu seguimento ao movimento de queda, tendo atingido mínimos de janeiro em torno dos $50.6 onde encontrou suporte e ressaltou. A matéria-prima conseguiu recuperar de partes das perdas no final da semana, tendo quebrado em alta os $53.72 (23.6% de retração de fibonacci). O MACD aparenta estar a inverter o sinal de compra, existindo assim a possibilidade de o crude vir a testar os $55.6.


Receios do mercado leva a rally do ouro para os $1500

O ouro alcançou os $1500/onça, algo não visto nos últimos seis anos. A subida do metal preciso é justificada pelas recentes turbulências no mercado; A guerra comercial que parece não ter fim, sendo acompanhado por novas tensões; As incertezas sobre o Brexit, sendo cada vez mais descontada a possibilidade de haver um divórcio sem acordo; O abrandamento global e os crescentes sinais de uma possível recessão por diversos países, incluindo os EUA; As agitações nos mercados emergentes, acompanhados com cortes de taxas. Tudo começa a apontar para um lado e o mercado começa a refugiar-se aos poucos, prevendo-se que caso os receios se intensifiquem o preço do ouro possa mesmo alcançar os $1580 no curto-prazo.

Tecnicamente, o ouro segue a consolidar após o rally até aos $1500, saindo de oversold. No entanto, as perspetivas continuam positivas para o metal que ainda tem terreno para subir aos $1550 no curtíssimo-prazo.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.





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