Análise Técnica IMF – Eur/Gbp negoceia em torno de máximos de janeiro

IMF – Eur/Gbp negoceia em torno de máximos de janeiro

BoE e favoritismo de Boris Johnson com líder dos Conservadores pressionam a libra; Eur/Usd recupera com postura dovish da Fed e recuperação do PMI industrial na Alemanha; Preços do petróleo encerraram a semana em alta; Ouro sobe acima dos $1400 pela primeira vez nos últimos seis anos.
IMF – Eur/Gbp negoceia em torno de máximos de janeiro

BoE e favoritismo de Boris Johnson com líder dos Conservadores pressionam a libra

O Banco da Inglaterra reconheceu as divergências entre o seu cenário base de que o Brexit irá fluir tranquilamente e as apostas crescentes do mercado de que a saída do Reino Unido da UE será provavelmente atribulada. As declarações do banco central refletem como Mark Carney e está a lutar para convencer o mercado de que os custos dos financiamentos irão provavelmente subir em breve. Os membros do BoE reiteraram que é necessária uma "normalização da política monetária durante o período de previsão, a um ritmo gradual e até certo ponto", caso um Brexit sem acordo seja evitado. O BoE cortou a previsão de crescimento do Reino Unido no 2º Trim. para 0%. Por outro lado, o mercado não está a gostar dos desenvolvimentos das votações internas do Partido Conservador, à medida que Boris Johnson vai se aproximando da liderança.

Tecnicamente, o Eur/Gbp ressaltou no início de maio, estando neste momento a negociar em torno de máximos de janeiro deste ano. O par encontrou resistência nos £0.8950 e o MACD inverteu o sinal de compra. No entanto, na eventualidade de uma quebra em alta deste nível, a pressão de compra permanecerá, podendo levar um teste aos dos £0.91. Para já, espera-se uma correção/consolidação dos ganhos no curtíssimo-prazo.

Draghi pressiona euro, mas Fed e PMIs na Zona Euro levaram o par a recuperar

O destaque desta semana vai para a reunião da Fed, comentários de Draghi e a recuperação do PMI industrial na Alemanha. O par inicialmente foi pressionado pelos comentários de Draghi no início da semana, tendo o Presidente do BCE indicado que irá tornar a política monetária mais expansionista caso a inflação continue longe dos seus objetivos. Posteriormente, a Fed acabou por dar algum ímpeto ao Eur/Usd, pondo de parte a sua postura "paciente" e a perspetiva de que a fraqueza na inflação seria temporária, e sinalizando um corte de taxas a partir de julho. Adicionalmente, a recuperação do PMI Industrial na Alemanha também ajudou a impulsionar o par.

Tecnicamente, o Eur/Usd mantém um ligeiro tom de consolidação entre os $1.1100-$1.1340 desde o início de abril. Contudo, existe a possibilidade de o par estar a dar continuidade às subidas após uma correção em baixa, que será confirmada na eventualidade de uma quebra dos $1.1340 – 50% de retração de fibonacci.

Preços do petróleo encerraram a semana em alta

Os preços do petróleo encerraram a semana em alta, impulsionados pelo discurso de Mario Draghi (BCE), pelo escalar das tensões entre os EUA e o Irão – com o país do Médio Oriente a destruir um drone norte-americano e com Trump a responder ao aprovar um ataque militar contra o país, que, contudo, acabou por recuar com a investida –, pela sinalização de cortes nas taxas de juro da Fed a partir de julho e pela descida dos inventários de crude norte-americanos, que diminuíram em 3.106 milhões de barris, após duas semanas consecutivas de ganhos.

Tecnicamente, o crude quebrou a resistência dos $54.48 – 50% de retração de fibonacci –, e encontra-se neste momento a testar os $57.34 – 61.8% de retração de fibonacci. O MACD inverteu o sinal de venda fornecendo uma perspetiva bullish ao ouro negro. Se conseguir quebrar a resistência a matéria prima tem caminho livre até $60.5.

Ouro sobe acima dos $1400 pela primeira vez nos últimos seis anos

O ouro alcançou máximos de seis anos, acima dos $1400, impulsionado pelos sinais dovish dos bancos centrais e a crescente disputa entre os Estados Unidos e o Irão, que levou a uma diminuição de apetite pelo risco do mercado. Adicionalmente, a fraqueza do dólar também levou à subida do metal precioso. Tem havido uma mistura de variáveis perfeita para a subida do ouro, com o fraco ambiente macroeconómico, baixos yields das obrigações soberanas, dólar fraco e tensões geopolíticas.

Tecnicamente, o ouro subiu ainda mais, após o MACD ter dado um falso sinal de venda, levando a um intensificar da pressão de compra. A próxima resistência encontra-se nos $1400, mas espera-se uma correção em baixa para já libertando a pressão bullish, levando o metal precioso a sair de overbought.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.




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