Análise Técnica IMF –Eur/Brl alcançou mínimos de final de fevereiro

IMF –Eur/Brl alcançou mínimos de final de fevereiro

Real impulsionado com maior probabilidade de a Reforma da Previdência ser aceite; Eur/Usd consolida entre $1.1200-1.1283; Preços do petróleo terminaram a semana em máximos de mês e meio; Ouro falha novamente teste aos $1430.
IMF –Eur/Brl alcançou mínimos de final de fevereiro

Real aprecia face ao euro devido a maior expectativa sobre a Reforma da Previdência

No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou na última quarta-feira o texto-base da proposta sobre a Reforma da Previdência por uma margem muito mais ampla do que o previsto. A Câmara baixa do Congresso aprovou o texto principal da reforma por 379 vs 131. No entanto, o projeto necessita ainda passar por mais uma ronda de votações na Câmara dos Deputados – entre hoje e sábado – antes de avançar para o Senado. É de notar que vários os economistas que acreditam que a Reforma poderá ter um efeito recessivo, caso não seja acompanhada por um aumento significativo do investimento privado. Mesmo assim o mercado tem visto como algo positivo e o real tem vindo a fortalecer-se face ao euro. O Eur/Brl já recuou mais de 8% desde meados de maio, estando a negociar nos 4.23 reais – mínimos de finais de fevereiro, à medida que o mercado aumenta a expectativa de que a Reforma irá ser aprovada, diminuindo a incerteza política, sendo esta um dos pilares fundamentais da campanha de Bolsonaro.

Tecnicamente, o par segue com uma enorme pressão de venda sendo um novo teste aos 4.16 reais. No caso de um rompimento em baixa deste nível, o próximo suporte situar-se-á nos 4 reais.



Eur/Usd quebrou limite inferior do canal ascendente

A última semana foi marcada pela perspetiva de maior flexibilização por parte dos principais bancos centrais. Nos Estados Unidos, Powell testemunhou perante o Congresso, dando uma perspetiva mais dovish e confirmando a probabilidade de um corte de taxas de juro. No entanto, as minutas da Fed, divulgadas na última quarta-feira, mostraram que alguns membros ainda consideram ser necessário mais dados para conseguirem sustentar uma descida. Já na Zona Euro, os membros do BCE reiteraram a necessidade de estarem prontos a inserir novos estímulos na economia assim que necessário, tendo já sido posta de parte por vários membros a possibilidade do fraco crescimento ser temporário.

Tecnicamente, quebrou o limite inferior do canal descendente, pondo de parte a perspetiva bullish e testando os $1.12. O par aparenta estar a ganhar um novo ímpeto, mas só com o rompimento em alta dos $1.1283 é que o viés de alta poderá ser confirmado. No entanto, tendo em conta a quebra do canal, insere-se a possibilidade de uma perspetiva bearish na eventualidade de uma quebra em baixa dos $1.12.



Preços do petróleo terminaram a semana em máximos de mês e meio

Os preços do petróleo encerraram a semana em alta, próximo de máximos de mês e meio. Estes foram impulsionados pelos dados da Administração da Informação Energética (EIA na sigla em inglês), que mostraram uma queda de 9.5 milhões de barris nos inventários de crude norte-americanos, tendo esta sido ainda superior à prevista pelo Instituto Americano de Petróleo (API). Adicionalmente, os preços foram também suportados pela queda abrupta de produção no golfo do México, que recuou 53%, o que equivale a 1 milhão de barris de petróleo. O motivo é a tempestade tropical que está a atravessar a zona.

Tecnicamente, após ter quebrado os $57.34 – 61.8% de retração de fibonacci –, os preços do crude registaram um movimento de alta durante a semana e acabaram por quebrar a resistência psicológica dos $60. O ouro negro negoceia com uma perspetiva bullish, sustentada pelo sinal de compra do MACD. Esta semana será importante para perceber se a matéria-prima consegue sustentar a subida até à próxima resistência dos $63.5, com os $60 a tornar-se o novo suporte.



Ouro falha novamente teste aos $1430

Os markets movers para o ouro na última semana basearam-se sobre as declarações de Powell perante o Congresso e na guerra comercial EUA-China. Powell reiterou a necessidade de haver uma flexibilização na política da Fed, tendo em conta a fraqueza no crescimento e na inflação da economia norte-americana. No entanto, apesar de os comentários de Trump, sobre estar dececionado com a China, terem pressionado o mercado, no que toca ao ouro viu-se uma correção em baixa, levando o ouro a falhar o teste aos $1430.

Tecnicamente, o ouro segue a consolidar em torno dos $1375-$1430 desde meados de junho. Apesar de levar com uma ligeira perspetiva bearish para o curto-prazo, são necessários mais sinais para confirmar a tendência para os próximos tempos.



As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.




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