Bolsa Boeing, Tesla e vendas de casas dão fôlego a Wall Street

Boeing, Tesla e vendas de casas dão fôlego a Wall Street

As bolsas norte-americanas abriram a semana em alta, animadas sobretudo por dados económicos animadores e pelos ganhos da Boeing e da Tesla. O aumento dos casos de infeção por covid-19 continua a preocupar, mas hoje o sentimento primou pelo otimismo.
Boeing, Tesla e vendas de casas dão fôlego a Wall Street
Reuters
Carla Pedro 29 de junho de 2020 às 21:17

O Dow Jones encerrou a somar 2,32% para 25.595,80 pontos, e o Standard & Poor’s 500 avançou 1,47% para 3.053,24 pontos.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite ganhou 1,20% para se fixar nos 9.874,15 pontos.

 

A Boeing deu um forte impulso ao Dow, a disparar 6% depois de a Administração Federal da Aviação ter anunciado que a construtora aeronáutica pode dar início a voos experimentais dos seus 737 Max.

 

Este modelo de aviões da Boeing estava impedido de levantar voo desde março de 2019, depois de ter protagonizado dois desastres no ano precedente que causaram a morte de 346 pessoas no espaço de cinco meses. O primeiro, da Lion Air, provocou 189 mortos, e o segundo – da Ethiopian Airlines – causou a morte de 157 pessoas.

 

Também os dados económicos contribuíram para o otimismo neste arranque de seamana, depois do anúncio de um aumento de 44,3% dos contratos de compra de venda de casas em maio nos EUA.

 

A fuga de publicidade das redes sociais

 

Esperava-se que as cotadas das redes sociais estivessem em queda, devido à perda de publicidade por parte de várias empresas, mas acabaram por conseguir negociar no verde.

 

Na sexta-feira, o Facebook e o Twitter encerraram a cair 8,32% e 7,40%, respetivamente, mas hoje conseguiram terminar a sessão a subir mais de 1,5%.

 

No final da semana que passou, estas cotadas foram penalizados pelo anúncio da Unilever de que até ao fim do ano suspenderá toda a publicidade nas redes sociais.

 

A Unilever justificou a decisão pelos receios em torno dos discursos de ódio e conteúdo polémico e fraturante nas redes sociais, tendo chamado a atenção para o Facebook, Instagram e Twitter, ao mesmo tempo que sublinhou a "atmosfera polarizada" que se sente nos EUA.

 

Com base na sua responsabilidade social, a empresa decidiu assim suspender a publicidade até ao final do ano, altura em que já terão decorrido as eleições presidenciais norte-americanas (em novembro). "Continuar a colocar publicidade nestas plataformas, nesta altura, não traria valor acrescentado às pessoas nem à sociedade", sublinhou a Unilever em comunicado.

 

Entretanto, ao longo do fim de semana e durante o dia de hoje mais empresas tomaram decisões idênticas, nomeadamente a Starbucks, Verizon, Coca-Cola, Levi’s e Diageo.

 

Ainda assim, as cotadas das redes sociais parecem ter já recuperado do choque inicial.

 

Tesla de novo acima dos 1.000 dólares

 

Também a fabricante de veículos elétricos comandada por Elon Musk brilhou na sessão desta segunda-feira, dia em que celebrou o 10.º aniversário em bolsa.

 

A Tesla voltou a fechar acima dos 1.000 dólares, ao avançar 5,17% para 1.009,35 dólares, perto do máximo histórico dos 1.027,48 dólares. Foi no passado dia 10 que as ações da Tesla superaram pela primeira vez este patamar.

 

Em 2003, poucos seriam os que acreditavam que uma start-up dedicada a veículos elétricos pudesse tornar-se a segunda fabricante automóvel mais valiosa do mundo. Desde a sua estreia em bolsa, há 10 anos, a Tesla valorizou mais de 50 vezes.

 

 




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