As Filipinas anunciaram esta noite que a partir de terça-feira, 17 de março, estão suspensos - até data a ver - os mercados accionistas, cambiais e obrigacionistas do país.
Em resposta, o secretário norte-americano do Tesouro, Steven Mnuchin, declarou que não está a ser contemplada essa possibilidade, mas que as coisas podem rapidamente mudar.
Também a presidente da Bolsa de Nova Iorque, Stacey Cunningham, publicou um tweet em reação a essa proposta, dizendo ser importante que os mercados continuem abertos e a funcionar de maneira ordenada.
It is important for the markets to remain open, and for them to function in a fair and orderly manner, as they have been. (1/3)
— Stacey Cunningham (@stacey_cunning) March 16, 2020
"Encerrar não é, de modo algum, uma forma de restaurar a confiança", disse por seu lado, à CNN Business, o economista-chefe do departamento de mercados da Capital Economics, John Higgins.
As bolsas continuaram a funcionar durante a crise financeira de 2008 e aquando do estoiro da bolha tecnológica [das chamadas dot.com] em 2000, e também durante a Grande Depressão, relembrou Higgins.
Encerrar os mercados em épocas de crise, apesar de ser extremamente raro, não é uma decisão sem precedentes. Nos EUA, as bolsas fecharam durante quase uma semana após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, recorda a Bloomberg.
Também Hong Kong suspendeu a negociação na sequência da segunda-feira negra de 19 de outubro de 1987, e a Grécia encerrou as bolsas durante cerca de cinco semanas em 2015.

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