Bolsa Sucesso na assembleia-geral não retira riscos da frente da PT

Sucesso na assembleia-geral não retira riscos da frente da PT

A aprovação dos novos termos da fusão entre a PT e Oi é positiva, dizem os analistas. Mas não coloca na sombra que há riscos e dúvidas no futuro.
Sucesso na assembleia-geral não retira riscos da frente da PT
Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro 09 de setembro de 2014 às 11:50

Os novos termos para a fusão entre a Portugal Telecom e a Oi foram aprovados na assembleia-geral. Um obstáculo ficou para trás. Mas os analistas consideram que ainda há muitos pela frente. Mesmo que as acções estejam a reagir em alta no mercado.

 

"A perspectiva para a PT não parece brilhante e o caminho até alcançar visibilidade parece demasiado longo. Além do mais, não excluímos um leque de queixas judiciais depois desta aprovação. Daí que vejamos mais riscos negativos mesmo se a acção reagir positivamente à aprovação numa primeira abordagem", comentou o especialista Pedro Pinto Oliveira, do BPI Equity Research.

 

As acções da operadora ainda presidida por Henrique Granadeiro – que deixará a empresa a 30 de Setembro – estão a somar 0,68% para 1,784 euros (já estiveram a ganhar mais de 4%), reagindo positivamente à longa assembleia-geral desta segunda-feira, dia 8. A PT foi convertida numa carteira de dívida, ao passar a ter como activo a dívida de 897 milhões de euros que a Rioforte não lhe devolveu. Tem também opções de compra de acções da nova Oi, depois de ter visto reduzir a sua participação naquela empresa de 37,6% para 25,6%.

 

A unidade de investimento do BPI, por exemplo, realça que não é claro se "as opções de compra podem ser totalmente exercidas no caso da PT não conseguir recuperar toda a dívida da Rioforte", já que o mercado aponta para que não seja devolvida a totalidade desse investimento. Uma dúvida que persiste na PT, que irá continuar cotada.

 

"Reconhecemos que este é apenas um dos vários passos exigidos para a conclusão do negócio mas a aprovação retira o obstáculo mais previsível", indica a equipa de analistas do BESI na nota de "research" diária sobre a brasileira Oi. De qualquer modo, a casa de investimento considera que "é positivo para todas as partes envolvidas e abre caminho para que a junção dos negócios seja concluída com sucesso até ao final do ano".

 

Para já, haverá a simplificação da estrutura accionista da Oi, sendo que depois haverá a migração para o novo mercado accionista brasileiro. Esperam-se, ainda, aprovações por parte dos reguladores dos países onde as acções da empresa resultante - designada de Corp.Co - estarão cotadas (SEC, nos EUA, CVM, no Brasil, e CMVM, em Portugal). "Apesar de estarmos optimistas de que os reguladores vão garantir as aprovações necessárias, estamos mais cautelosos no que diz respeito à calendarização", assinala o BESI. Até porque, relembra, pelo meio haverá eleições presidenciais no Brasil e estudos de eventuais aquisições (Tim). 

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.




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