A Polónia tem sido o principal motor do grupo Jerónimo Martins e assim deverá ter permanecido em 2019. O grupo retalhista está presente no país através da Biedronka e da Hebe, cujas vendas têm acelerado, em parte, graças à subida expressiva da inflação que tem sido observada na Polónia. Ao mesmo tempo, a abertura de novas lojas também contribui para os resultados neste país. Os dados preliminares da Jerónimo Martins apontam para que as vendas da Biedronka tenham aumentado 8% no ano passado, muito acima do crescimento registado em Portugal.
Apesar do contributo positivo da Polónia, este mercado poderá representar, também, um impacto negativo para as contas da Jerónimo Martins, Isto porque, em setembro do ano passado, o regulador da Concorrência da Polónia abriu uma investigação à Biedronka, por suspeitas de práticas desleais de negociação com fornecedores, num processo que poderá levar a uma coima equivalente a 3% das receitas da empresa. Resta saber se as contas de 2019 da Jerónimo Martins já preveem este impacto e se é colocado dinheiro de parte para fazer face a esta possível coima.
Pressão nos preços em Portugal
A baixa inflação em Portugal tem sido outro dos temas levantados pela Jerónimo Martins nos últimos anos. Esta tendência tem levado a um crescimento pouco expressivo das vendas do Pingo Doce, principal marca da Jerónimo Martins em Portugal. Também a margem operacional deverá ser um foco de atenção da retalhista.

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