Mercados A semana em oito gráficos: dias negros nos mercados, em ano de esquecer

A semana em oito gráficos: dias negros nos mercados, em ano de esquecer

As bolsas registaram uma queda no acumulado da semana, com os receios dos investidores a desviá-los dos activos de maior risco. No petróleo a tendência também foi de descida.
A semana em oito gráficos: dias negros nos mercados, em ano de esquecer
Carla Pedro 22 de dezembro de 2018 às 09:30

A generalidade das principais praças europeias fechou a semana com um saldo negativo, o mesmo acontecendo em Wall Street.

 

Na Europa Ocidental, as bolsas portuguesa e espanhola estiveram entre os piores desempenhos.

 

Os sectores das telecomunicações e tecnologias pesaram na tendência do Velho Continente. Também o sector automóvel esteve a pressionar, numa altura em que os renovados receios em torno das tensões EUA-China estão a assustar os investidores.

A desaceleração económica mundial e a subida dos juros por parte do banco central norte-americano também retiraram atractividade aos mercados accionistas.

 

As bolsas europeias assistiram à quarta maior saída de sempre de dinheiro nos sete dias decorridos até 19 de Dezembro: 5,4 mil milhões de dólares (4,7 mil milhões de euros). No acumulado do ano, a saída de dinheiro das bolsas europeias ascende a 72,8 mil milhões de dólares (63,6 mil milhões de euros), segundo o Bank of America Merrill Lynch.

 

A volatilidade tem imperado nas bolsas de todo o mundo e o movimento de sell-off parece não querer parar.

 

Em Wall Street, as bolsas preparam-se para o pior mês de Dezembro desde a Grande Depressão de 1931. São 87 anos.

 

O Nasdaq já entrou em mercado urso, ao passo que o Dow Jones e S&P 500 estão em território de correcção (a caírem mais de 10% face aos últimos máximos) mas também a caminharem a passos largos para um "bear market" (quando a queda face aos últimos máximos é de pelo menos 20%).

 

Neste momento, há oito grandes índices bolsistas mundiais que estão já em mercado urso, refere a CNN Business. Destes, três são europeus: o italiano FTSE MIB, o alemão Dax e o espanhol Ibex 35. E desde ontem que há um nono índice neste território: o Nasdaq Composite.




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