Mercados Rating da dona do Minipreço está cinco níveis abaixo do "lixo"

Rating da dona do Minipreço está cinco níveis abaixo do "lixo"

A cadeia espanhola DIA, que é a dona dos supermercados Minipreço em Portugal, sofre mais um golpe num ano de grande desvalorização das cotações. Duas das maiores agências de notação financeira reviram o rating em baixa.
Rating da dona do Minipreço está cinco níveis abaixo do "lixo"
Bloomberg
Negócios 23 de novembro de 2018 às 15:59

O rating da Distribuidora Internacional de Alimentación (DIA) – dona da rede Minipreço - foi revisto em baixa por duas das grandes agências de notação financeira, a  Moody’s e a S&P. Apenas um dia depois de a Moody’s anunciar a segunda descida em semanas, a S&P junta-se ao coro, reduzindo a nota da cotada para um nível de investimento cada vez mais especulativo, o chamado "lixo".

A S&P revelou esta sexta-feira que passa a classificar o rating da Dia como B, descendo da anterior classificação de "BB-". Despromove assim a cotada em dois níveis dentro da categoria de investimento especulativo.  

No dia anterior, a Moody’s também reviu em baixa o rating da cotada espanhola de "Ba2" para "B2". A cadeia de distribuição já conta com uma "despromoção" de três níveis da parte desta agência nas últimas semanas, durante as quais já tinha descido do patamar Baa3. No caso da Moody’s, a perspectiva também baixou para negativa.

As duas gigantes da notação financeira colocam desta forma a avaliação do DIA no mesmo nível, cinco patamares abaixo do nível de "lixo". No caso da S&P, a justificação prende-se com o risco de execução "significativo" e a "incerteza" associados ao plano de refinanciamento da cadeia de supermercados.

A mesma fonte da Moody’s atribui a revisão em baixa à recapitalização para o pagamento de dividendos e aquisições extra, que aumentam a dívida, combinadas com o fraco desempenho operacional.

As acções do grupo DIA seguem a subir 1,30% para os 79,58 cêntimos, depois de já terem chegado aos 82,04 cêntimos com uma valorização de 4,43% durante a sessão. Já desde o início do ano a tendência é marcadamente negativa, com os títulos a perderem 81,5% do valor.



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