Bolsa Dow subia 300 pontos e S&P 500 vivia melhor dia em seis semanas. Tarifas de Trump mudaram tudo

Dow subia 300 pontos e S&P 500 vivia melhor dia em seis semanas. Tarifas de Trump mudaram tudo

As bolsas norte-americanas encerraram em baixa, à conta das novas tarifas aduaneiras anunciadas por Trump sobre produtos chineses que entram nos EUA. Numa questão de minutos, o Dow Jones oscilou 600 pontos.
Dow subia 300 pontos e S&P 500 vivia melhor dia em seis semanas. Tarifas de Trump mudaram tudo
Carla Pedro 01 de agosto de 2019 às 21:08

O Dow Jones terminou a sessão a ceder 1,05% para 26.583,42 pontos e o Standard & Poor’s 500 recuou 0,90% para 2.953,56 pontos.

 

A queda do Dow chegou a ser de 315 pontos (1,17%), quando antes do anúncio do presidente norte-americano sobre novas tarifas a produtos chineses estava a subir 311 pontos.

Já o S&P 500 seguia a caminho da melhor sessão em seis semanas - depois de os fracos dados da atividade industrial nos EUA terem devolvido a esperança de que a Fed vai voltar a cortar os juros este ano - e também inverteu de imediato.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite desvalorizou 0,79%, para 8.111,12 pontos.

 

Depois de ontem terem encerrado em baixa – após o presidente da Fed, Jerome Powell, ter dito que o corte de 25 pontos base dos juros diretores não indicava necessariamente o início de um longo período de descida da taxa dos fundos federais –, os principais índices de Wall Street abriram a sessão de hoje em terreno positivo. E assim se mantiveram até ao anúncio de Donald Trump, no Twitter, de um agravamento das tarifas alfandegárias sobre produtos chineses.

 

O presidente norte-americano disse que a partir de 1 de setembro os EUA vão impor tarifas alfandegárias adicionais de 10% sobre o equivalente a 300 mil milhões de dólares de produtos chineses que entrarem no país. Isto depois dos reveses na tentativa de retoma das negociações comerciais entre Washington e Pequim.

 

Com estas tarifas, todos os produtos chineses passam a ter taxa adicional à entrada nos Estados Unidos, visto que já foram impostas tarifas de 25% sobre o equivalente a 250 mil milhões de dólares. O total passa assim a 550 mil milhões.

 

As novas tarifas vão incidir sobre importantes produtos que até agora tinham escapado a um agravamento de taxas. É o caso de muitos brinquedos e do iPhone, o que levou a uma queda das ações da Apple – com a empresa liderada por Tim Cook a ceder 2,16% para 208,43 dólares.

Além da Apple, outras tecnológicas fragilizaram nesta primeira sessão de agosto devido a outros desenvolvimentos.

 

O Facebook cedeu terreno, fechando a recuar 0,77%, depois do anúncio de que a Comissão Federal do Comércio dos EUA (FTC, na sigla em inglês), na investigação que está a fazer às atividades das principais tecnológicas do país, vai escrutinar as aquisições da empresa liderada por Mark Zuckerberg.

 

Já a notícia de que o Pentágono vai avaliar o contrato de computação na nuvem que tem com a Amazon penalizou em bolsa (-0,61%)  as ações da empresa de comércio eletrónico comandada por Jeff Bezos. A revisão deste contrato foi ordenada pelo novo secretário norte-americano da Defesa, Mark Esper.

Corrida às obrigações

 

Trump, nos seus tweets de hoje, não fechou as portas a um entendimento, dizendo que os EUA continuam a procurar prosseguir um diálogo positivo com vista a um acordo comercial com Pequim.

 

No entanto, os investidores não esconderam a sua preocupação e acorreram a refugiar-se na dívida norte-americana, em detrimento das acções. Com esta corrida, os juros das obrigações dos EUA a 10 anos caíram imediatamente para níveis de novembro de 2016, a aliviarem 14 pontos base para 1,88%.




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