Mercados Europa tem nova recaída e afunda 4%. Petróleo segue em queda livre

Europa tem nova recaída e afunda 4%. Petróleo segue em queda livre

Os mercados agravaram as quedas ao longo da sessão e todos os índices europeus desvalorizam em torno de 4%. O preço do petróleo Brent regressou a mínimos de dezembro de 2018.
Gonçalo Almeida 27 de fevereiro de 2020 às 15:04
O Stoxx 600, o índice que reúne as 600 maiores cotadas da Europa, agravou as perdas e já vai a desvalorizar 3,97% para os 388,56 pontos, na sessão desta quinta-feira, 27 de fevereiro, num dia em que a propagação do vírus para fora do território chinês continua a ganhar força. 

Ontem, o índice europeu conseguiu respirar ligeiramente, tendo terminado a negociar de forma estável, mas hoje regressou ao território negativo. Em cinco sessões, o Stoxx 600 desvalorizou mais de 10%. Como ilustra o gráfico abaixo, o índice que reúne as empresas mais valiosas da Europa cotadas em bolsa começou a negociar em queda, mas foi agravando as perdas de forma paulatina ao longo da sessão. A abertura em queda de Wall Street reforçou o sentimento negativo.



Este cenário está a ser alimentado pelo número de casos de infetados fora da China, que aumentou de forma exponencial e no dia de ontem superou, pela primeira vez, os casos infecciosos em território chinês. Ontem, registaram-se 412 novos casos infetados pelo surto Covid-19 na China e 459 no resto do mundo. No entanto, o número de mortes no país foi de 52, enquanto fora dele se fixou nas 9.

A ressentir-se está também o preço do petróleo, que se encontra em queda-livre desde que o coronavírus começou a fazer-se sentir nos mercados. Por esta altura, o preço do Brent desvaloriza 3,74% para os 51,43 dólares por barril, o que representa um valor mínimo desde dezembro de 2018. O norte-americano WTI acompanha esta tendência e cai 4,58% para os 46,50 dólares. 

Em sentido contrário negoceia o ouro. O metal precioso, considerado um ativo mais seguro e que serve de refúgio para os investidores em alturas de maior turbulência, valoriza 0,83% para os 1.654,64 dólares por onça, aproximando-se de novo de máximos de sete anos. 

No mercado de dívida, os juros da Alemanha a dez anos caem 5,3 pontos base para os -0,561%, mas os de Portugal, com a mesma maturidade, assumem uma tendência contrária e sobem 9,3 pontos base para os 0,357%. 

(Notícia atualizada às 15:26)



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