Mercados Pessimismo com acordo comercial parcial trava Wall Street

Pessimismo com acordo comercial parcial trava Wall Street

As principais bolsas dos EUA abriram a primeira sessão da semana em queda, pondo fim a um ciclo positivo de quatro sessões, com a expectativa de que ainda têm de haver mais negociações com a China para que o acordo parcial fique selado.
Pessimismo com acordo comercial parcial trava Wall Street
Reuters
Gonçalo Almeida 14 de outubro de 2019 às 14:44
Apesar das negociações da semana passada entre os EUA e a China terem acabado de forma positiva, com o presidente norte-americano Donald Trump a anunciar um acordo comercial parcial entre as duas partes, a expectativa de que ainda há alguns pontos a definir entre os dois países para que esse acordo seja concluído está a travar Wall Street 

O Dow Jones perde 0,21% para 26.759,45 pontos, o Standard & Poor’s 500 cai 0,08% para 2.967,88 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite desvaloriza 0,05% para 8.052,98 pontos.

No entanto, hoje Donald Trump reconheceu que o acordo ainda pode cair por terra e os comentários do secretário do Tesouro Steven Mnuchin deixou os investidores menos otimistas sobre o acordo entre as duas maiores economias mundiais. 

Mnuchin disse numa entrevista à CNBC que tinha "todas as expectativas" de que, se um acordo comercial entre EUA e China não estivesse em vigor no dia 15 de dezembro, as tarifas adicionais seriam impostas, embora esperasse que um acordo fosse atingido até então.

Hoje, as empresas com maior exposição ao comércio com a China são as mais prejudicadas, como a Apple, a Nvidia, a Advanced Micro Devices e a Micron Technology a caírem ligeiramente. 

A ter impacto no rumo da negociação de hoje está também o início da temporada de resultados nos EUA, com os analistas a anteciparem uma jornada sombria. Os analistas esperam que 
os maiores bancos dos EUA registem uma queda de 1,2% nos lucros devido às taxas de juros baixas. 

No geral, os analistas estão a prever um declínio homólogo de 3,2% nos lucros das empresas do S&P 500 no trimestre, segundo a Reuters. 




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