Bolsa Wall Street vive pior semana do ano

Wall Street vive pior semana do ano

As bolsas norte-americanas encerraram em baixa, tendo marcado a pior semana de 2019, penalizadas sobretudo pela escalada de tensões comerciais entre os EUA e a China e pela declaração do presidente da Fed, que disse que o corte de juros decidido esta semana não implica o início de um longo ciclo de descidas da taxa diretora.
Wall Street vive pior semana do ano
Carla Pedro 02 de agosto de 2019 às 21:27

O Dow Jones encerrou a sessão desta sexta-feira a ceder 0,37% para 26.485,01 pontos e o Standard & Poor’s 500 recuou 0,73% para 2.932,05 pontos.

 

Tratou-se da quinta sessão consecutiva de queda do S&P 500 e a pior perda semanal (na ordem dos 3,5%) desde o movimento de ‘sell-off’ de dezembro passado.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite perdeu 1,32%, para 8.004,07 pontos.

 

Do outro lado do Atlântico viveu-se uma semana de nervos. Os dados do emprego em julho ficaram abaixo do estimado, o rumo dos juros pela Fed continua incerto, há ainda muitos resultados trimestrais por divulgar e Trump intensificou as tensões comerciais ao anunciar novas novas tarifas aduaneiras sobre produtos chineses.

 

Hoje foi anunciado que em julho houve menos contratações do que o esperado nos EUA, além de que os números ficaram ligeiramente abaixo das expectativas. Ontem, também os dados da atividade industrial revelaram alguma fraqueza. Dois dados que contribuíram para adensar as dúvidas quanto ao rumo da política monetária da Reserva Federal.

 

Na quarta-feira, o presidente da Fed, Jerome Powell, disse que o corte de 25 pontos base decidido para os juros diretores não indicava necessariamente o início de um longo período de descida da taxa dos fundos federais, o que desanimou as bolsas. No entanto, se os dados económicos continuarem débeis, o banco central poderá decidir-se por mais cortes de juros.

 

A contribuir para a cautela dos investidores esteve também o facto de ainda se estar em plena época de apresentação de contas trimestrais.

 

Por outro lado, as incertezas em torno da guerra comercial EUA-China estão a deixar os intervenientes dos mercados preocupados, o que os fez acorrer à dívida norte-americana, em detrimento das ações.

Donald Trump anunciou ontem, na sua conta no Twitter, que a partir de 1 de setembro os EUA vão impor tarifas alfandegárias adicionais de 10% sobre o equivalente a 300 mil milhões de dólares de produtos chineses que entrarem no país. Isto depois dos reveses na tentativa de retoma das negociações comerciais entre Washington e Pequim.

Com estas tarifas, todos os produtos chineses passam a ter taxa adicional à entrada nos Estados Unidos, visto que já foram impostas tarifas de 25% sobre o equivalente a 250 mil milhões de dólares. O total passa assim a 550 mil milhões.

As novas tarifas vão incidir sobre importantes produtos que até agora tinham escapado a um agravamento de taxas. É o caso de muitos brinquedos e do iPhone (os grandes fornecedores da empresa da maçã estão na China, o que tem estado a pressionar as cotações da Apple.

Na sessão desta sexta-feira, a cotada liderada por Tim Cook fechou a recuar 2,12% para 204,02 dólares.


(notícia atualizada às 21:36)




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