Matérias-Primas Compra de ouro dos bancos centrais em máximos de 2013. Portugal é o 14.º com maiores reservas

Compra de ouro dos bancos centrais em máximos de 2013. Portugal é o 14.º com maiores reservas

A diversificação e a procura por ativos líquidos e seguros continuaram as ser as grandes prioridades dos bancos centrais de todo o mundo nas suas "idas às compras" nos primeiros três meses de 2019. E, para muitos deles, o ouro foi o ativo que melhor preencheu estas necessidades.
Compra de ouro dos bancos centrais em máximos de 2013. Portugal é o 14.º com maiores reservas
Dario Pignatelli/Bloomberg
Carla Pedro 04 de maio de 2019 às 12:00

Os bancos centrais compraram 145,5 toneladas de ouro entre janeiro e março, um aumento de 68% face às 86,7 toneladas adquiridas no mesmo período do ano passado. Tratou-se da maior aquisição de metal amarelo por parte de bancos centrais desde 2013, revela o Conselho Mundial do Ouro (WGC, na sigla em inglês).

 

No seu mais recente relatório sobre este metal precioso, publicado a 2 de maio, o WGC aponta que também os Exchange-Traded Funds (ETF) foram responsáveis pelo aumento da procura por ouro no primeiro trimestre deste ano.

 

Os ETF, recorde-se, são produtos negociados em bolsa, cujo principal objetivo é replicar o desempenho de um determinado índice, commodity ou cabaz de ativos. E entre janeiro e março os ETF e produtos similares compraram 40,1 toneladas de ouro.

 

O setor da joalharia também ajudou a fazer levantar a procura pelo metal amarelo, com um incremento de 1% - sobretudo impulsionado pela Índia.

 

A queda expressiva dos preços do ouro em março coincidiu com a tradicional época de casamentos na Índia, o que fez aumentar as compras de metal amarelo: no primeiro trimestre, os consumidores indianos adquiriram 125 toneladas de joias em ouro.

 

Já o metal amarelo destinado ao investimento em barras e moedas de ouro viu a procura diminuir 1%, para 257,8 toneladas, sendo que a China e o Japão foram os países que mais contribuíram para esta redução, sublinha a análise do WGC.

 

Também a procura de ouro para utilizações como a eletrónica ou a iluminação LED registou um recuo, ao ceder 3% para 79,3 toneladas face ao mesmo período do ano passado.

 

As tensões comerciais foram um dos fatores que contribuiu para uma desaceleração nas vendas de eletrónica de consumo, tendo os dissabores económicos mundiais atingido igualmente o setor tecnológico.

 

Portugal não mexe nas reservas desde 2006. São as 14.ª maiores do mundo

 

Andrew Harrer Michele Tantussi reuters PJACKY NAEGELEN / reuters Denis Balibouse / Reuters reuters Benoit Tessier Kuni Takahashi reuters Mário Proença NARIMAN GIZITDINOV

Só há 13 países, em todo o mundo, com reservas auríferas superiores às de Portugal. E apenas oito bancos centrais, com o dos EUA à cabeça e a grande distância do país que se segue (Alemanha), possuem reservas de ouro superiores a um milhão de toneladas.

Por cá, os cofres do banco central armazenam 382,5 toneladas de metal amarelo e desde o segundo trimestre de 2006 que o Banco de Portugal não mexe nestas reservas. 

No início do ano 2000, o banco central português detinha 606,7 toneladas deste metal precioso, quantidade que manteve até ao terceiro trimestre de 2002. Entre essa altura e o segundo trimestre de 2006 vendeu 224,2 toneladas. Ou seja, abriu mão de 36,9% das suas reservas auríferas em quatro anos. Desde aí, não tem vendido nem comprado.





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