Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas regressam aos ganhos, libra em máximos de maio e petróleo recua

Abertura dos mercados: Bolsas regressam aos ganhos, libra em máximos de maio e petróleo recua

As bolsas europeias regressaram a terreno positivo numa sessão em que os investidores vão estar de olhos postos nos resultados dos bancos norte-americanos. A libra beneficia com as declarações de Barnier e o petróleo continua em queda.
Abertura dos mercados: Bolsas regressam aos ganhos, libra em máximos de maio e petróleo recua
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,49% para 4.999,75 pontos

Stoxx 600 valoriza 0,61% para 392,06 pontos

Nikkei valorizou 1,87% para 22.207,21 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos desce 2,1 pontos base para 0,148%

Euro desvaloriza cede 0,04% para 1,1023 dólares

Petróleo em Londres avança 1,84% para 60,19 dólares o barril 

 

Bolsas regressam aos ganhos

As perspetivas mais favoráveis para um Brexit com acordo e o arranque da época de resultados empresariais nos Estados Unidos estão a animar as bolsas europeias, que regressam aos ganhos depois de terem iniciado a semana no vermelho.


O Stoxx600 valoriza 0,61% para 392,06 pontos, com todos os 19 setores do índice em alta, destacando-se o retalho e as viagens. Michel Barnier disse esta terça-feira no Luxemburgo que ainda é possível alcançar esta semana um entendimento com o Reino Unido para que aconteça um Brexit ordenado.

Alem do Brexit e dos desenvolvimentos sobre o acordo comercial parcial entre a China e os Estados Unidos, os investidores estão hoje de olhos postos no arranque da época de resultados nos Estados Unidos. JPMorgan, Goldman Sachs, Citigroup e Wells Fargo vão revelar os seus números do último trimestre e a expectativa é grande. Os investidores querem perceber como estão a correr os negócios das empresas num contexto de guerra comercial entre os EUA e a China. E querem também perceber se as empresas vão deixar pistas sobre o que esperam até ao final do ano e em 2020. É este o foco, numa altura em que se espera que a Fed continue a dar uma ajuda.

A bolsa de Lisboa segue o desempenho positivo das praças europeias, com o PSI-20 a valorizar 0,49% para 4.999,75 pontos, impulsionado pelas ações do BCP e da Jerónimo Martins.


Barnier impulsiona libra para máximos de cinco meses

As declarações do negociador da União Europeia para o Brexit estão a impulsionar a moeda britânica, uma vez que Barnier afirmou que "mesmo que alcançar um acordo [para a saída ordenada do Reino Unido da UE] seja cada vez mais difícil, ainda é possível que tal aconteça esta semana".

 

A libra disparou de imediato em reação às declarações de Barnier no Luxemburgo, pois elevou a probabilidade de que na sexta-feira seja fechado o "divórcio amigável" entre Reino Unido e UE. A moeda britânica valoriza 0,44% para 1,2663 dólares e ganha 0,45% para 1,1486 euros, tendo chegado a negociar acima dos 1,15 euros, o que representa o valor mais elevado desde maio deste ano.

 

No câmbio do euro face à moeda norte-americana a moeda europeia cede 0,04% para 1,1023 dólares.   

 

Juros da dívida europeia em queda

Os investidores continuam a apostar na dívida europeia, conduzindo os juros das obrigações soberanas para níveis perto de mínimos. A "yield" das obrigações do Tesouro a 10 anos desce 2,1 pontos base para 0,148%, alargando a diferença para a dívida espanhola, que no mesmo prazo desce 1,9 pontos base para 0,187%. A taxa de juros das obrigações alemãs a 10 anos desce 1,2 pontos base para -0,47%. 

 

Petróleo cai com indefinição no acordo entre EUA e China

Os preços do petróleo negoceiam em queda, com o Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, a perder 0,51% para os 59,05 dólares por barril e o WTI, a referência para os EUA, a desvalorizar 0,63% para os 53,25 dólares.

 

A pressionar o preço da matéria-prima está o inacabado acordo parcial entre os EUA e a China, que não ficou selado no fim de semana anterior, e ambos os países dizem que ainda há trabalho por fazer até à sua conclusão. Hoje, a travar os preços está também a previsão de um novo aumento nos "stocks" de petróleo norte-americano pela quinta semana consecutiva.




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