Mercados num minuto Abertura dos mercados: Economia chinesa e relações EUA/UE colocam bolsas europeias em máximos históricos

Abertura dos mercados: Economia chinesa e relações EUA/UE colocam bolsas europeias em máximos históricos

Os desenvolvimentos positivos nas relações comerciais entre os EUA e a União Europeia, bem como os sinais de recuperação da economia chinesa estão a dar alento às bolsas europeias. Os juros de Portugal estão a descer antes da previsível subida de rating por parte da Moody’s.
Abertura dos mercados: Economia chinesa e relações EUA/UE colocam bolsas europeias em máximos históricos
Reuters
Nuno Carregueiro 17 de janeiro de 2020 às 09:34

Os mercados em números

PSI-20 valoriza 0,32% para 5.232,52 pontos

Stoxx 600 sobe 0,77% para 423,77 pontos

Nikkei valorizou 0,45% para 24.041,26 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos desce 1,2 pontos base para 0,492%,

Euro cede 0,02% para 1,1135 dólares

Petróleo em Londres valoriza 0,43% para 64,90 dólares o barril

 

Europa copia Wall Street e renova máximos históricos

Após um excelente desempenho em 2019, os mercados acionistas continuam com tendência positive no arranque deste ano, com os principais índices a marcarem máximos históricos nos dois lados do atlântico.

 

Dow Jones, Nasdaq e S&P500 estão a atingir recordes atrás de recordes e ontem voltaram a entrar em território nunca antes explorado, com destaque para a Alphabet (dona da Google) que se juntou ao restrito clube de cotadas com um valor de mercado acima do bilião de dólares.

 

Na Europa o arranque da sessão também está a ser marcado por máximos. O Stoxx600 sobe 0,77% para 423,77 pontos, alcançando o nível mais elevado de sempre.

 

No Diário de Bolsa de hoje, o BPI alerta que o "sentimento positivo do mercado, de acordo com alguns indicadores técnicos, atingiu níveis extremos" e com "os mercados em máximos e o otimismo a imperar, os principais índices tornam-se vulneráveis a deceções vindas da ‘earnings season’".

 

As bolsas têm sido impulsionadas sobretudo pela assinatura da fase um do acordo comercial entre os Estados Unidos e da China e pelos bons resultados da banca norte-americana. Hoje há mais dois fatores que se juntam a este rol de efeitos positivos: a economia chinesa e as relações comerciais entre os EUA e a União Europeia.

 

Pequim revelou que o PIB cresceu em 2019 ao ritmo mais lento desde 1990, mas os dados referentes ao quarto trimestre mostram que o pior poderá ter ficado para trás e que a segunda maior economia do mundo está a recuperar da guerra comercial entre os EUA e a China.

 

"Estes dados mostram que a economia global está num ritmo de recuperação", comentou à Bloomberg John Woods, chief investment officer do Credit Suisse para a região da Ásia Pacífico.

 

No que diz respeito às relações comerciais entre os EUA e a União Europeia, as tensões estão mais desanuviadas. O comissário europeu Phil Hogan adiantou que há desenvolvimentos positivos nas negociações entre os dois blocos, aumentando a expectativa de que os EUA vão recuar na ameaça de impor tarifas aos produtos franceses devido ao imposto que o governo gaulês implementou sobre as multinacionais tecnológicas.

 

Todos os 19 setores do Stoxx600 estão em alta, mostrando que este "rally" de arranque de ano está a ser transversal. Entre as cotadas, a fabricante de artigos de luxo Richemont dispara mais de 5% depois de ter anunciado resultados acima do esperado, enquanto a Fnac dispara quase 20% depois de ter apresentado resultados dececionantes.

 

Em Lisboa o PSI-20 valoriza 0,32% para 5.232,52 pontos, na sétima sessão do índice português em alta. A EDP é uma das cotadas que mais impulsiona, tendo renovado máximos de 2008. 

 

Juros de Portugal caem antes de rating mas permanecem acima de Espanha

As obrigações soberanas portuguesas estão em alta no dia em que a agência Moody’s deverá subir a notação financeira da dívida do país, igualando o "rating" que é atribuído pela Standard & Poor’s e pela Fitch. 

 

Depois do máximo de julho de 2019 fixado na véspera, a taxa de juro genérica da dívida portuguesa a 10 anos desce 1,2 pontos base para 0,492%, persistindo assim acima da yield da dívida espanhola, que desce 0,9% para 0,452%. A taxa genérica da dívida espanhola a 10 anos (outubro de 2029) é nesta altura ligeiramente inferior à portuguesa (2030). Na dívida alemã a taxa de juro dos títulos a 10 anos avança 0,7% para -0,21%, mostrando um menor apetite dos investidores por ativos de baixo risco.

 

Iene recua para mínimo de oito meses

A saída dos investidores de ativos considerados mais seguros e evidente sobretudo na evolução do iene, que é um dos destinos preferenciais dos investidores em alturas de turbulência nos mercados financeiros. A moeda japonesa está em mínimos de oito meses, como o dólar a avançar para 110,29 ienes (máximo de 23 de maio de 2019). No câmbio do euro face à moeda norte-americana a negociação é estável, com a divisa europeia a ceder 0,02% para 1,1135 dólares.

 

Economia chinesa e alívio comercial impulsionam petróleo

O petróleo está a negociar em alta apesar de forte subida dos stocks nos Estados Unidos, uma evolução que os operadores justificam com os progressos nas várias disputas comerciais dos norte-americanos, bem como pelos sinais de recuperação da China, que é o maior consumidor de petróleo do mundo.

 

O Brent em Londres valoriza 0,43% para 64,90 dólares e o WTI em Nova Iorque ganha 0,34% 58,72 dólares.  

 

Ouro persiste em alta

Apesar do menor apetite dos investidores por ativos de refugio, o ouro está a negociar em alta e próximo de máximos de 2016, já que a recuperação da economia chinesa e o desanuviar das tensões comerciais são evoluções positivas para o metal precioso. O ouro valoriza 0,11% para 1.554,24 dólares no mercado à vista em Londres.




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