13:06 Petróleo perto dos 40 dólares em Londres com prolongamento dos cortes à vista
12:51 Europa renova máximos de três meses
08:58 Juros descem na Zona Euro
08:52 Bolsas animam com novo pacote de estímulos na Alemanha
08:43 Petróleo avança com Arábia Saudita a pressionar manutenção de cortes na produção
Os preços do petróleo estão a subir mais de 2% num dia em que começa a ser visível o consenso para o prolongamento dos cortes de produção entre os principais exportadores.
O barril de Brent, negociado em Londres e que serve de referência para a Europa, sobe 2,40% para os 39,24 dólares mas já tocou nos 39,55 dólares, numa subida de 3,21%. Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate soma 2,23% para os 36,23 dólares, e já ultrapassou os 36,5 dólares.

As bolsas europeias estão a acelerar os ganhos do início da sessão, animadas pelos planos da Alemanha para avançar com um novo pacote de estímulos à economia de até 80 mil milhões de euros.
Nesta altura, o índice de referência para a Europa, o Stoxx600, avança 1,62% para 359,98 pontos, o valor mais alto desde 9 de março e que traduz já uma valorização de 34% desde os mínimos registados nesse mês. Entres os setores que mais valorizam contam-se o automóvel, banca, imobiliário e petróleo e gás, numa altura em que o"ouro negro" valoriza 2,5% nos mercados internacionais.
A contribuir para a subida das ações continua a reabertura das economias um pouco por todo o mundo, assim como vários indicadores económicos que começam a dar sinais de estabilização, depois das quedas abruptas das últimas semanas.
Isto apesar de uma série de riscos no horizonte, como as tensões crescentes entre os Estados Unidos e a China, que poderão pôr em risco o acordo comercial alcançado no início do ano.
"O grande foco está uma vez mais nas perspetivas de mais longo prazo de alívio nas restrições em todo o mundo, ainda que, se a violência nas ruas dos EUA continuar por muito mais tempo, os investidores americanos possam ter que lidar com um confinamento diferente, imposto pela Guarda Nacional", disse à Bloomberg Michael Hewson, analista da CMC Markets.
Por cá, o PSI-20 avança 2,05% para 4.516,43 pontos, um máximo de 6 de março, impulsionado sobretudo pelas fortes valorizações dos CTT e do BCP. A empresa de correios dispara 7,97% para 2,37 euros, enquanto o BCP ganha 5,89% para 10,61 cêntimos, o valor mais alto desde 15 de abril.
Depois da subida generalizada vista na última sessão, os juros das dívidas públicas seguem esta manhã em queda, com a "yield" correspondente aos títulos soberanos de Portugal com prazo a 10 anos a recuar 2,9 pontos base para 0,477%.
A taxa de juro exigida pelos investidores para comprarem obrigações espanholas com a mesma maturidade cai também 2,9 pontos base para 0,543%, o que significa que o custo de financiamento de Portugal se mantém assim abaixo do da Espanha. A "yield" lusa a 10 anos transaciona em mínimos de 11 de março, enquanto a espanhola no valor mais baixo desde 27 de março.
Também a taxa de juro associada à dívida da Itália a 10 anos cai 3,9 pontos base para 1,444%, assim como a "yield" correspondente às "bunds" alemãs no mesmo prazo, que cede 1,8 pontos base para -0,425%.
As principais praças europeias negoceiam em alta no arranque da sessão desta terça-feira, 2 de junho. A justificar a toada de ganhos nas bolsas do velho continente está a perspetiva de que o governo alemão aprove um novo pacote de estímulos económicos num valor situado entre 50 e 100 mil milhões de euros.
O índice de referência europeu Stoxx600 soma 0,81% para 357,07 pontos, tendo assim renovado máximos de 9 de março no segundo dia consecutivo em terreno positivo. Numa abertura com todos os setores europeus no verde, é o setor automóvel que mais impulsiona com uma subida superior a 3%.
Também o lisboeta PSI-20 acompanha a tendência com uma valorização de 0,91% para 4.466,14 pontos, contudo é o alemão DAX que lidera os ganhos ao apreciar 2,51%.
O petróleo negoceia em alta devido à expectativa de que os membros da OPEP vão chegar a acordo para prolongar os cortes de produção.
O Brent em Londres avança 0,86% para 38,65 dólares e sobe pelo quarto dia, conseguindo assim renovar máximos de 6 de março. O WTI em Nova Iorque soma 0,65% para 35,67 dólares.
A OPEP vai reunir-se esta semana para decidir sobre os níveis de produção e a Arábia Saudita já fez saber que é favorável a um prolongamento dos cortes por um período entre um a três meses. Esta intenção contrasta com a intenção da Russia, que pretende aliviar os cortes já a partir de julho.
A OPEP+ decidiu em abril efetuar um corte sem precedentes de 9,7 milhões de barris por dia na produção, que vigora até ao final de junho.
O dólar está a recuperar das perdas recentes contra o euro e contra o iene, com o índice da moeda norte-americana a negociar em alta ligeira depois de ter desvalorizado 0,7% com os investidores a apostarem em ativos de maior risco. O euro desce 0,11% para 1,1124 euros, depois de ter valorizado face ao dólar nas últimas cinco sessões.
No mercado cambial as atenções estão centradas nos dados económicos, aguardando-se com forte expectativa a divulgação da taxa de desemprego nos Estados Unidos na sexta-feira (estimativas apontam para um recorde de 19,6%) e a reunião de quinta-feira do Banco Central Europeu (os economistas estimam um aumento de 500 milhões de euros nos estímulos).
As bolsas asiáticas negoceiam em alta e as praças europeias devem voltar a abrir em terreno positivo, refletindo o optimismo dos investidores com os dados económicos divulgados na segunda-feira.
Os indicadores que medem a evolução do setor industrial na Europa e nos Estados Unidos subiram em maio, recuperando de quedas recorde em abril, sinalizando que o pior da recessão já ficou para trás.
Apesar da crescente tensão entre os Estados Unidos e a China ameaçar um acordo comercial entre as duas maiores economias do mundo, as bolsas globais estão a negociar em máximos de três meses devido à abertura gradual das principais economias, sem que se verifique um aumento da propagação do coronavírus.
O Nikkei somou 1,19% e o Hang Seng avançou 0,71%, com o índice de Hong Kong a manter-se em alta depois de ontem ter disparado mais de 3%. Os futuros do Euro Stoxx 50 avançam 0,6%, apontando para uma abertura em alta na Europa.
Os futuros do S&P500 descem 0,1%, com Wall Street a ser penalizado depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter dito que vai destacar as forças militares por todas as cidades que enfrentam protestos se os governadores dos estados e os responsáveis locais forem incapazes de conter novos distúrbios civis que estão a surgir por todo o país.
Trump disse que vai destacar o exército para outras cidades, se necessário. "Se uma cidade ou estado recusar tomar as ações que são necessárias para defender a vida e a propriedade dos seus residentes, então vou destacar o exército dos Estados Unidos e rapidamente resolver o problema por eles", disse o presidente.
"A anarquia nas cidades ameaça colocar a recuperação do risco, uma vez que o otimismo dos investidores em relação à reabertura económica nos EUA pode diminuir", escreveu Stephen Innes, da AxiCorp, numa nota de research.
"Se os consumidores americanos estiverem relutantes a sair do isolamento da Covid-19 receando uma segunda vaga, é pouco provável que se sintam mais seguros com veículos militares a descer a Pennsylvania Avenue", escreveu.

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