Mercados num minuto Fecho dos mercados: Acordo do Brexit guiou Europa a máximos, mas receio de chumbo ditou nova queda

Fecho dos mercados: Acordo do Brexit guiou Europa a máximos, mas receio de chumbo ditou nova queda

A divulgação de um acordo para o divórcio entre o Reino Unido e a União Europeia entusiasmou os mercados, com o Stoxx 600 a tocar em máximos de mais de um ano. No entanto, a hipótese de um chumbo do entendimento no parlamento britânico tirou a força.
Fecho dos mercados: Acordo do Brexit guiou Europa a máximos, mas receio de chumbo ditou nova queda
EPA
Gonçalo Almeida 17 de outubro de 2019 às 17:31

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,28% para 5.013,78 pontos

Stoxx 600 caiu 0,10% para 393,08 pontos

S&P500 avança 0,22% para 2.996,25 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 2,6 pontos base para 0,171%

Euro aprecia 0,48% para 1,112 dólares

Petróleo em Londres cai 1,11% para 58,76 dólares o barril

 

Brexit deu gás momentâneo aos mercados, mas Stoxx 600 caiu

O Stoxx 600, o índice que reúne as 600 maiores cotadas da Europa, tocou num máximo de maio de 2018 nos 396,86 pontos, aquando da notícia de obtenção de um acordo para o Brexit. No entanto, foi perdendo força até terminar o dia a desvalorizar 0,10% para os 393,08 pontos.

A força foi sendo retirada com a hipótese do entendimento entre o Reino Unido e a União Europeia ser chumbado no parlamento britânico, no sábado. Esta será a primeira vez que os deputados britânicos vão ter uma sessão especial no Parlamento desde 1982.

Jean-Claude Juncker, ainda presidente da Comissão Europeia, disse que cabe agora aos britânicos "assegurar que é aprovado pelo parlamento" no próximo sábado, rejeitando, contudo, que a UE possa voltar a conceder um novo adiamento da data para a concretização do Brexit.

O primeiro-ministro irlandês, Leo Varadkar, referiu-se ao compromisso como "um bom acordo" que permite ao Reino Unido sair da UE com um período de transição que suavize o processo de saída. 

Por cá, a bolsa nacional fechou em alta, com o principal índice, o PSI-20, a somar pela terceira sessão consecutiva ao avançar 0,28% para os 5.013,68 pontos.

Hoje, o destaque vai para a Nos, que valorizou 3,29% para os 5,33 euros, tendo chegado a tocar num máximo de 3 de setembro. O Credit Suisse espera que a Nos anuncie a 6 de novembro uma aceleração das receitas no terceiro trimestre, sobretudo devido aos cortes de 44% nas tarifas de terminações móveis que ocorreram no ano passado, de acordo com uma nota de análise, citada pela Bloomberg.
 

 

Libra arrefece entusiasmo, mas continua a ganhar

A libra disparou cerca de 1% face ao dólar, após o anúncio de acordo entre Reino Unido e União Europeia, mas os ganhos foram abrandando devido aos receios de o Parlamento chumbar o acordo. Por esta altura, a libra aprecia 0,7% para os 1,284 dólares, assim como o euro, que sobe 0,47% para os 1,112 dólares.

Juros da Zona Euro caem

Os juros da dívida soberana das maiores economias da Zona Euro seguem em queda. As taxas de juro das obrigações da Alemanha, referência para o bloco, caem 2,2 pontos base para os -0,412%. Em Portugal, o cenário é idêntico com a taxa a cair 2,6 pontos base para os 0,171%.  

Já a "yield" britânica recuou mais de três pontos, depois de ter chegado a subir, numa altura em que os investidores demonstravam convição de que o tema "Brexit" estava próximo de encontrar um desfecho final. Com a oposição britânica a rejeitar este acordo aumentaram os receios de que o Reino Unido ou adie a sua saída ou saia sem acordo, o que leva os investidores a procurarem ativos "mais seguros", como é o casa da dívida. 

Petróleo cai com subida de "stocks" nos EUA

Os preços do petróleo alargaram as quedas quando os dados mostraram um aumento maior do que o esperado nos "stocks" dos EUA, e nem as notícias sobre o Brexit foram capazes de amparar as quedas.

O Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, cai 1,11% para os 58,76 dólares e o WTI, referência para os EUA, perde 0,81% para os 52,93 dólares.

Paládio continua a subir. Ouro ganhou força ao longo do dia

O paládio continua a sua trajetória ascendente e valoriza para perto dos 1.800 dólares por onça, numa altura em que os receios com a escassa oferta a impulsionar os preços. O ouro, que negociou parte do dia em queda, foi ganhando força na sua caminhada, com as notícias de um possível chumbo do acordo para o Brexit. Por esta altura, o metal precioso valoriza 0,37% para os 1,112 dólares por onça.  




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